SAÚDE E BEM ESTAR

Médico e jogador de futebol: a interessante semelhança entre as profissões

Interessante como são parecidas as profissões de médico e jogador de futebol. Em ambas, para se chegar ao topo é preciso talento, anos de dedicação, responsabilidade e muita determinação. A diferença é a que uma começa e termina mais cedo: a de jogador. Se paramos para analisar, os que jogam na seleção tem histórias de vidas muito semelhantes.
Crianças talentosas, que com um esforço sobre-humano de seus familiares para arrumar tempo e dinheiro, conseguiram treinar, lutar e achar um lugar que acreditasse em seus talentos. Por anos correm por todos os lados, enfrentam diversas dificuldades sem a certeza do sucesso.

A vida de um médico também começa muito cedo, pelo menos deveria. A decisão por essa profissão nasce com a pessoa, é quase um chamado. E justamente por envolver talento, não deveria ser escolhida apenas pelo glamour ou grandes ganhos financeiros.
Como no futebol, a profissão de médico começa com o dom, nesse caso de querer ajudar e cuidar. O início é a busca pelo clube/faculdade que te aceite. Já nesse começo tem uma difícil peneira para entrar e mesmo que passe no teste, não é garantido uma vaga no time titular.

Durante o período no clube, você tem que estudar/treinar todos os dias e as provas se tornam cada vez mais difíceis e intensas. Dependendo do clube que você seja aceito, as condições e oportunidades serão diferentes e podem ajudar no seu desempenho futuro.

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Alguns são equipados com bons laboratórios, bibliotecas digitais com acesso ao mundo todo, tecnologias diversas, técnicos/professores muito bem-preparados e experientes, enquanto outras mal tem vestiários.
Da mesma forma, alguns buscam formação em países vizinhos, com clubes/universidades menos tradicionais, com menor experiência e que podem levar a problemas de documentação quando se tenta a transferência para jogar/atuar no Brasil.
Como no esporte dos bretões, à medida que vamos nos tornando jogadores profissionais, temos que investir em aprimorar nossa técnica e as dificuldades voltam a aparecer. Ser contratado, quer dizer, passar em uma boa residência médica é uma nova e difícil etapa, mas necessária para você ser aceito nos times da Série A.

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Passando nessa nova peneira, voltam as semelhanças. Mesmo tendo se formado em um bom clube, ter sido aprovada para outra Série A, na residência, apesar de você ser um jogador profissional, que dizer um médico formado, o início é muito duro. Ganha-se muito mal, trabalha-se muito e ainda não se tem certeza da convocação para o time titular.
Alguns ainda investem mais: após o treino ainda ficam em campo fazendo mestrado e às vezes doutorado e, isso, necessita de anos e anos de dedicação. Passam-se as fases, mas não as decisões a serem tomadas. E os que agarram melhor as oportunidades, provavelmente jogarão a Série A. E assim como acontece na pelota, a maioria irá para os clubes das Séries B e C.
No decorrer da vida profissional, ambos terão similaridades no que diz respeito à remuneração: alguns, apesar de dedicados, serão mal remunerados. Outros, não terão ambição de querer crescer na profissão. Uns serão adorados e idolatrados, apesar de terem uma qualidade mais inclinada ao marketing do que propriamente à técnica.
Poucos chegarão à Seleção Brasileira, onde um grupo seleto de jogadores/médicos serão respeitados, ganharão muito bem e jogarão um jogo bonito de se ver e sentir. Um jogador de futebol poderá decidir uma partida em segundos. Um médico poderá salvar a vida de um paciente no mesmo intervalo de tempo. Que todos saiam ganhando!

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