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Cálcio e vitamina D: estudo põe à prova combinação de suplementos; veja resultado

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Um novo estudo publicado no The BMJ questiona a eficácia da suplementação de cálcio e vitamina D na prevenção de quedas e fraturas em adultos e idosos. A revisão de 69 ensaios com quase 154 mil participantes revelou pouco ou nenhum benefício, levantando preocupações sobre o alto custo e a real necessidade dessas prescrições.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Quando se fala em saúde dos ossos, é quase automático pensar em cálcio e vitamina D. Juntos ou separados, eles costumam ser indicados em forma de suplemento para prevenir quedas e fraturas em adultos, problemas potencialmente perigosos para idosos. Mas a prescrição de suplementação pode não ser necessária, segundo um novo estudo publicado no periódico científico The British Medical Journal (The BMJ).
A revisão de 69 ensaios com quase 154 mil participantes mostrou pouco ou nenhum benefício do uso das substâncias isoladas ou em conjunto para evitar esses problemas.

A investigação foi motivada pela necessidade de aprofundamento em pesquisas realizadas a partir dos anos 1990 sobre o uso de suplementos para obtenção de benefícios não só para a saúde óssea, mas muscular, o que ajudaria a evitar quedas e fraturas, principalmente na população idosa.

O tema é estudado porque, como ressaltaram os pesquisadores, aproximadamente 30% das pessoas com mais de 65 anos e metade dos idosos que vivem em instituições de longa permanência sofrem ao menos uma queda por ano. Desses acidentes, 5% resultam em fraturas.
“Com base em resultados inicialmente promissores, a suplementação de vitamina D (com ou sem cálcio) tem sido amplamente recomendada para prevenir fraturas e quedas”, justificaram os autores, revelando uma preocupação relacionada com esse movimento: “Um aumento substancial nas prescrições de cálcio e vitamina D foi relatado em muitos países, levando a um alto ônus econômico”.

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De acordo com o grupo, apenas no Reino Unido, os custos com prescrições aumentaram de 13 milhões de libras em 2001 para 111 milhões de libras em 2021.
Os estudos analisados pelos pesquisadores foram selecionados de três bases de dados e incluídos no período de 2014 a fevereiro de 2025. O critério foi a avaliação de trabalhos com adultos que não faziam tratamento para osteoporose – a maioria dos participantes avaliados estavam faixa dos 71 anos –.
Eles foram submetidos a comparações com placebo nos seguintes cenários: uso de vitamina D, suplementação com cálcio ou uso dos dois suplementos.

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“A suplementação de cálcio, vitamina D ou a suplementação combinada pareceu ter pouco ou nenhum efeito sobre outros desfechos de fraturas e quedas, com base principalmente em evidências de certeza moderada a alta”, afirmaram.
Futuro da suplementação com cálcio e vitamina D
Segundo os pesquisadores, embora os achados apontem que não é necessário fazer a suplementação com cálcio e vitamina D para a prevenção de quedas e fraturas, não é possível generalizar os resultados, especialmente em casos de pacientes com distúrbios ósseos específicos.
Eles recomendam mais pesquisas sobre estratégias a serem adotadas na dieta, revisão de medicamentos e abordagens para inclusão de hábitos saudáveis na rotina.
“Além de exercícios físicos e tratamentos medicamentosos para osteoporose, poucas intervenções com evidências de certeza moderada ou alta demonstraram consistentemente reduzir o risco de fraturas”, concluíram.

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