Como Viagra pode ajudar seleção da Inglaterra em partida contra o México? Urologista explica
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A seleção inglesa pode usar Viagra para combater a altitude da Cidade do México, pois a WADA não o proíbe. O medicamento, famoso por disfunção erétil, pode melhorar a oxigenação em grandes altitudes. Contudo, a SBU alerta que faltam estudos para esse fim e não o recomenda para atletas.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Não é proibido que atletas de alta performance utilizem Viagra, a famosa pílula azul indicada para disfunção erétil, pelas regras da Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês). Isso já foi suficiente para que tabloides ingleses, como o The Sun, começassem a ventilar a possibilidade de uso do medicamento pela seleção da Inglaterra contra o México no próximo domingo, 5. O motivo? Lidar melhor com a altitude de cerca de 2.240 metros do Estádio Azteca, localizado na Cidade do México, onde ocorrerá a partida.
O citrato de sildenafila pode ser considerado uma das drogas mais revolucionárias da história. Ele mobilizou o mundo em seu lançamento, em junho de 1998, pouco antes da Copa em que o Brasil foi derrotado pela anfitriã, a França, por 3 a 0.
Além do efeito para disfunção erétil, demonstrou um potencial para melhorar a função pulmonar em casos de exposição a locais com altitude expressiva.
“O princípio ativo do Viagra pode reduzir a pressão na circulação pulmonar causada pela baixa disponibilidade de oxigênio em grandes altitudes, o que pode melhorar a circulação sanguínea nos pulmões e consequentemente favorecer a oxigenação e a tolerância ao esforço físico”, explica Roni de Carvalho Fernandes, presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).
Apesar disso, Fernandes alerta que não há estudos suficientes para atestar esse efeito e que o medicamento não deve ser utilizado para este fim.
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“Ele não é recomendado como estratégia para quem vai praticar esportes ou viajar para locais de grande altitude, mas sim para tratar a disfunção erétil”, reforça.
Para quem quer entender melhor o impacto em grandes altitudes, o urologista explica que o medicamento aumenta a disponibilidade de uma substância que promove o relaxamento da musculatura dos vasos sanguíneos e a vasodilatação.
“Nos pulmões, esse efeito reduz a resistência dos vasos pulmonares, facilitando a passagem do sangue e podendo melhorar a troca de oxigênio em determinadas condições.” No pênis, segundo ele, ocorre o aumento do fluxo sanguíneo quando ocorre o estímulo sexual.
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A WADA tem motivos para não considerar o Viagra como doping, de acordo com o urologista. “Até o momento, as evidências científicas não demonstram melhora consistente do desempenho esportivo em atletas e o medicamento possui indicação médica reconhecida para doenças como disfunção erétil e hipertensão arterial pulmonar.”
Efeitos colaterais e ereção
Como todos os medicamentos, o Viagra também causa efeitos colaterais, como dor de cabeça, vermelhidão no rosto, congestão nasal, tontura, azia ou desconforto gastrointestinal, sensação de calor e alterações visuais transitórias.
“Em situações raras, podem ocorrer queda da pressão arterial, perda súbita da visão ou da audição e priapismo (ereção prolongada por mais de quatro horas), que é considerada uma emergência médica.”
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E a possibilidade de ereção durante a partida, em um eventual uso – lembrando que a delegação inglesa não apresentou essa possibilidade – não é algo previsto.
“Esse medicamento não provoca ereção espontânea. Para que ela ocorra, é necessária estimulação sexual, pois o medicamento apenas potencializa uma resposta fisiológica já desencadeada”, afirma Fernandes e acrescenta: “Durante uma partida de futebol, em que há predomínio de estímulos físicos e ativação intensa do sistema nervoso simpático, muita adrenalina circulando, a ocorrência de ereção é muito improvável.”










