Paciente com suspeita de ebola em São Paulo tem meningite, diz secretaria
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na capital paulista (Reprodução/VEJA)
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A Secretaria de Saúde do estado de São Paulo informou que o paciente com suspeita de ebola teve diagnóstico confirmado de meningite meningocócica. A investigação sobre o vírus potencialmente fatal, no entanto, ainda não foi concluída, e ele segue passando por uma bateria de exames.
Trata-se de um homem de 37 anos que esteve recentemente na República Democrática do Congo, onde há um surto de ebola. Ele teve febre, um sintoma suspeito para a doença, e está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, unidade de referência no estado para atendimento de casos semelhantes.
Mesmo com a confirmação da meningite, as equipes continuarão tomando as providências necessárias até a conclusão da investigação sobre o ebola.
A secretaria considera que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul é baixo: não há histórico de transmissão do vírus dentro do território, nem voos diretos entre a região afetada e o nosso continente. Além disso, o ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções ou fluidos corporais de pessoas infectadas sintomáticas –ou seja, o vírus não é transmitido por pessoas que ainda não tenham manifestado sintomas.
Mesmo com baixo risco, a orientação do órgão é que pessoas com histórico de viagem para a região afetada nos últimos 21 dias devem permanecer atentas para sintomas como febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.
Durante a epidemia anterior, entre 2014 e 2016, que afetou Guiné, Libéria e Serra Leoa, o Emílio Ribas atendeu três pessoas com suspeita da doença, mas os exames posteriormente descartaram essa hipótese.










