O efeito das canetas emagrecedoras em academias: retenção de alunos
Dudu Netto, diretor técnico do grupo Bodytech (Reprodução/Divulgação)
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O uso crescente de medicamentos da classe GLP-1 – as chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro – está redesenhando não apenas o processo de emagrecimento, mas também o papel das academias e dos profissionais de saúde. Segundo Dudu Netto, diretor técnico do Grupo Bodytech, o impacto vai além da balança. A combinação entre emagrecimento acelerado e melhora na autoestima fez crescer a adesão aos treinos, inclusive entre pessoas que antes evitavam academias.
“Tem gente que estava 30, 40 quilos acima do peso e nem procurava academia, porque aquilo parecia distante demais”, diz. Outro efeito percebido é a retenção de alunos que antes desistiam por não conseguir emagrecer. “Hoje está muito claro que obesidade é uma doença e precisa de tratamento. Não é falta de vontade ou motivação”, afirma.
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Mas o fenômeno também acendeu um alerta importante entre médicos e profissionais de educação física: a brusca perda de massa muscular. De acordo com Dudu, entre 30% e 40% do peso perdido pode vir de massa magra quando não há treino de força e ingestão adequada de proteína. “Em pessoas acima de 60 anos, isso pode ter impacto sério em osteoporose e outras implicações”, explica.
Diante da nova realidade, já há academias que preparam treinamentos específicos para professores e gestores da rede. A ideia é orientar profissionais para lidar com alunos que usam os medicamentos e reforçar o que ele chama de “tripé padrão ouro”: remédio, treino de força e suplementação adequada. “A atividade física não perdeu importância. Na verdade, ela ganhou ainda mais força dentro desse processo”, diz Dudu.










