Vacina da dengue: saiba quais foram eventos adversos graves e o que vacinados devem fazer
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O Ministério da Saúde suspendeu temporariamente a vacinação contra a dengue com o imunizante do Butantan após 42 reações severas e duas mortes em investigação. A medida é preventiva para evitar pânico. Vacinados estão protegidos, mas quem tomou a dose nos últimos 21 dias deve ter atenção redobrada aos sinais de alerta. Entenda os detalhes.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Com o anúncio do Ministério da Saúde sobre a suspensão temporária da vacinação com o imunizante contra a dengue do Instituto Butantan após a constatação de 42 episódios de reações severas e duas mortes, que estão em investigação, a pasta deixou claro que a medida é preventiva para evitar possíveis preocupações e manifestações de pânico entre os vacinados.
“As pessoas que foram vacinadas estão protegidas (contra a dengue) e não precisam se preocupar. A atenção fica para as pessoas que se vacinaram nos últimos 21 dias. Ou seja, passou de 22 dias não tem motivo para pensar que a vacina vai causar problemas. De qualquer forma, vamos deixar a vigilância sensível por 30 dias”, explicou Eder Gatti, diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI).
Em coletiva, o ministro Alexandre Padilha apresentou o cenário que levou à paralisação da estratégia de vacinação, focada principalmente em profissionais da saúde da atenção básica, incluindo os sintomas apresentados pelas pessoas que apresentaram os eventos adversos considerados inesperados, pois não apareceram nas etapas de teste do imunizante, que duraram cerca de 20 anos.
De acordo com o Ministério da Saúde, entre janeiro e 30 de maio deste ano, foram notificados 3.703 eventos adversos com sintomas semelhantes aos da dengue, como febre alta de início repentino, dor no corpo e atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo e prostração, entre as mais de 500 mil doses aplicadas.
Nos 42 casos de reações com sinais de alerta, as pessoas apresentaram dor abdominal, vômito persistente e sangramentos.
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Já os episódios mais graves, registrados em março e abril, ocorreram com duas mulheres e um homem. Uma mulher de 39 anos teve febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Depois, precisou ser internada na UTI com sintomas de dengue grave.
As mortes foram de uma mulher de 49 anos, que desenvolveu sintomas de dengue grave e comprometimento neurológico 19 dias depois de ser vacinada, e um homem de 58 anos também com sintomas de dengue grave, mas cinco dias após a imunização.
O que acontece com quem já se vacinou
O ministro também direcionou uma mensagem aos profissionais de saúde e moradores de municípios que compõem a estratégia de vacinação — Botucatu (SP), Nova Lima (MG), Maranguape (CE) e na região de Araguaína, no estado do Tocantins –. As mortes e reações severas não ocorreram nessas regiões.
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“Quem tomou a vacina nos últimos 21 dias, tanto individualmente quanto as Unidades Básicas de Saúde, (recomendamos) ter um acompanhamento especial para identificar se acaba desencadeando ou não alguns desses sinais de alerta para dengue ou qualquer outra reação adversidade”, disse Padilha.
Veja os sinais de alerta:
Febre
Dor abdominal intensa e contínua
Vômitos persistentes
Tontura
Sangramentos
Sonolência intensa
Irritabilidade
Sinais de desidratação
Piora do estado geral










