Para conter danos por tratamentos estéticos e hormônios, CFM lança canal de monitoramento
Diante do cenário de danos à saúde causados por procedimentos estéticos irregulares e indicação indevida de uso de hormônios por profissionais não habilitados, o Conselho Federal de Medicina (CFM) lançou nesta quinta-feira, 28, a plataforma “Medicina Segura”, um canal que será abastecido por médicos com relatos de pacientes que necessitaram de suporte após sofrerem com sequelas dos tratamentos incorretos.
A plataforma contará com o suporte de 55 especialidades médicas que vão abastecer o canal com informações sobre adoecimento, sequelas e até morte de pacientes submetidos a procedimentos estéticos invasivos e reposição hormonal, por exemplo.
“Quando o paciente tem alguma intercorrência, ele procura o médico, que busca ajudar na solução do problema causado por pessoas sem formação em medicina. Muitas vezes esses danos podem resultar em adoecimento, sequelas irreversíveis. Em casos extremos, mortes ocorrem”, afirma Rosylane Rocha, 2º vice-presidente do CFM e coordenadora do projeto. A iniciativa faz parte do Pacto Medicina Segura, um acordo que reúne mais de 65 organizações públicas e privadas com foco na segurança dos pacientes.
Segundo o CFM, são registrados ao menos dois casos de exercício ilegal da medicina por dia no Brasil e, nos últimos 12 anos, foram contabilizados 9.566 episódios desse crime, enquadrado no artigo 282 do Código Penal.
Como funciona a plataforma
No canal, os médicos vão poder preencher um questionário explicando qual procedimento foi realizado e quais problemas ele desencadeou, informar a pessoa responsável pelo atendimento indevido, assim como o local onde o procedimento foi realizado. Fotos, exames, laudos e demais documentos poderão ser anexados.
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Após receber as informações, o CFM vai distribuir para os conselhos regionais dos estados, que poderão encaminhar para órgãos de controle e fiscalização, como a Polícia Civil, Ministério Público, Vigilância Sanitária e Procon.
“Infelizmente, no Brasil, muitas pessoas não têm a menor responsabilidade ao realizarem atos invasivos que, mesmo os médicos, evitam fazer. Essa é uma questão urgente, de vida e de morte. Espero que a plataforma e o Pacto Medicina Segura ajudem a proteger o nosso povo de pessoas criminosas e inconsequentes”, diz Rocha.










