Guiné-Bissau: resultados eleitorais provisórios divulgados até quinta-feira
A Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau anunciou que “poderão ser divulgados até quinta-feira”, 27 de Novembro, os resultados provisórios das eleições gerais, presidenciais e legislativas, realizadas neste domingo, dia 23.O anúncio foi feito em conferência de imprensa pelo secretário executivo da CNE, Idiça Djalo, que pediu a todos os actores políticos, à comunicação social e outras organizações que se “abstenham de divulgar os resultados eleitorais” por esta ser uma competência reservada “exclusivamente à Comissão Nacional de Eleições”.Na comunicação feita, em Bissau, o secretário executivo da CNE adiantou que, “não obstante a lei prever de sete a dez dias” para a divulgação dos resultados provisórios, o organismo responsável pelo processo eleitoral afiança que será possível fazê-lo em quatro dias, até quinta-feira.A CNE destacou “o ambiente pacífico e ordeiro no processo de votação”, ao longo deste domingo, em que 966.152 eleitores foram chamados às urnas para escolher o novo Presidente da República e os 102 deputados da Assembleia Nacional popular.As urnas fecharam às 17h (a mesma hora em Lisboa) e a CNE garantiu que foram “observados os procedimentos previamente estabelecidos pela legislação eleitoral”.”Até ao encerramento das urnas, não se constatou nenhuma situação que possa constituir irregularidades relevantes, salvo pequenos constrangimentos de ordem logística solucionados em tempo útil”, indicou o responsável.A comissão sentiu-se no dever de esclarecer algumas situações ocorridas durante a votação na diáspora, nomeadamente em Portugal e em França, que, disse, “motivaram a convocação do plenário da CNE com urgência com o fito de deliberar sobre o assunto e dar anuência às mini estruturas das CNE” nos dois países.Segundo explicou, em Portugal foi dada anuência “no sentido de permitir aos cidadãos portadores de cartão de eleitor exercerem os seus direitos de voto com base nos dados constantes no ficheiro electrónico dos cadernos eleitorais de 2023”.Em França, a CNE autorizou “aos cidadãos portadores de cartão de eleitor o exercício do direito de voto e consequentemente [vai] extrair do ficheiro electrónico os nomes dos eleitores em causa para efeitos de confirmação posterior” da sua situação.O secretário executivo deu ainda conta de que, embora ainda não estejam disponíveis dados precisos, “estima-se que a taxa de participação seja superior a 65%”, uma afluência às urnas inferior a anteriores actos eleitorais em que chegou aos 70% e 80%, segundo o responsável.As eleições deste domingo tiveram 12 candidatos à Presidência da República, numa corrida eleitoral que durante a campanha se transformou num duelo entre o actual Presidente, Umaro Sissoco Embaló, que concorre a um segundo mandato, e Fernando Dias.Dias apresentou-se como independente e obteve o apoio do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, pela primeira vez, foi excluído da corrida eleitoral, assim como o líder Domingos Simões Pereira, considerado o principal adversário de Embaló.As presidenciais centraram as atenções nestas eleições gerais, com as legislativas, a que concorreram 14 formações políticas, relegadas para segundo plano.O parlamento foi dissolvido pelo Presidente da República há dois anos e afastada do poder a coligação PAI – Terra Ranka, liderada pelo PAIGC. Nenhuma das forças políticas da anterior composição da assembleia concorreu às eleições deste domingo, em que se destaca a coligação Plataforma Republicana “Nô Kumpo Guiné”, que apoia o Presidente Umaro Sissoco Embaló.










