Mamdani é da esquerda que sabe rir – Deus o guarde
Na última década foi mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha do que avistar uma alma de esquerda com esperança no futuro. O mundo tal como o conhecemos ia acabar em breve por causa da catástrofe climática. O racismo e o machismo não eram preconceitos em retrocesso mas problemas estruturais em eterna latência. As críticas aos exageros das políticas identitárias eram pecados originais necessitados de penitência. O homem branco ocidental era incitado a viver em permanente estado de contrição. A mesma coisa em termos políticos: qualquer manifestação de direita radical e populista era o ovo da serpente, que indicava o advento de um novo fascismo. Tudo era apocalíptico. Tudo era tremendo. Tudo estava estruturalmente contaminado.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
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