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De ‘novo’ minoxidil a exossomos: o que está em alta para o controle da calvície

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A calvície, um desafio genético e hormonal, pode ter novos aliados no combate. Conheça as promissoras pesquisas sobre o “novo minoxidil” de liberação prolongada, que já mostra resultados animadores, e a ascensão dos exossomos capilares. Entenda a diferença entre esses tratamentos e como evitar fake news sobre a queda de cabelo.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A calvície é uma condição desafiadora por ter ligação com fatores que a ciência e a medicina não podem frear: a genética e a questão hormonal. Assim, há intensa movimentação dos pacientes cada vez que aparece uma nova proposta de tratamento para esse tipo de perda de cabelo, chamada na dermatologia de alopecia androgenética, que atinge 30% dos homens na faixa dos 30 anos e metade da população masculina na casa dos 50.
Do “novo minoxidil” – ainda em teste – aos exossomos, amplificados pelo mercado de beleza coreano, as apostas para controlar a calvície se avolumam e são tema de estudos ao redor do mundo.

O burburinho mais recente foi sobre o ensaio clínico de fase 2/3 com a substância VDPHL01, da farmacêutica Veradermics, que encontrou relatos de melhora da cobertura da cobertura capilar em 79,3% dos voluntários que receberam o comprimido de minoxidil de liberação prolongada e em 86% daqueles que tomaram duas vezes por dia após seis meses. No grupo placebo, o percentual foi de 35,6%. Ao todo, foram 519 participantes.

Segundo a dermatologista Laíse Leal, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), os resultados divulgados até o momento são promissores porque a formulação em teste mantém uma exposição constante do folículo capilar com o medicamento, enquanto o minoxidil atual tem apenas um pico de concentração após ser tomado.
“Os pacientes tratados apresentaram um aumento médio de 30,3 fios por centímetro quadrado na área avaliada após seis meses de tratamento, em comparação com 7,3 fios/cm² no grupo placebo”, conta.
A análise também foi considerada animadora porque o candidato a tratamento tem formulação direcionada para a calvície, diferentemente do minoxidil utilizado atualmente, um vasodilatador utilizado na cardiologia e na dermatologia.

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“O minoxidil oral, utilizado em baixas doses para o tratamento da alopecia, tem ganhado espaço na prática dermatológica por oferecer uma alternativa para pacientes que apresentam dificuldade de adesão ao tratamento tópico ou que não obtiveram a resposta esperada”, explica Leal.
Mas ela alerta que, da mesma forma que ocorre com outros remédios, a automedicação não deve ser praticada. “Como seu efeito é sistêmico, o tratamento deve ser realizado com acompanhamento médico para avaliar possíveis efeitos adversos e contraindicações.”
A dermatologista ressalta ainda que, mesmo com esses achados, é preciso aguardar o fim dos testes e a aprovação por agências regulatórias para garantir a eficácia do tratamento.
A onda dos exossomos capilares
Outra tendência é o uso de exossomos capilares. “Eles são pequenas vesículas liberadas por células que funcionam como mensageiros biológicos, transportando sinais entre diferentes tecidos. No couro cabeludo, eles podem atuar levando informações diretamente à raiz do cabelo, ajudando a modular processos inflamatórios e estimulando as células envolvidas no crescimento capilar”, detalha.

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Os produtos, especialmente os coreanos, estão sendo amplamente divulgados nas redes sociais como método para evitar a queda de cabelo e até a recuperação dos fios. Tanto em homens quanto em mulheres.
Uma busca na internet mostra que a opção mais viralizada, com aplicador em formato de pente embutido, chega a custar R$ 400.
Com base em estudos científicos, Leal também coloca os exossomos na categoria de tratamentos promissores. “Há evidências de melhora em parâmetros como densidade, espessura e cobertura dos fios em diferentes tipos de alopecia. Ainda assim, o nível de evidência varia entre estudos pré-clínicos e clínicos iniciais, o que significa que os resultados ainda são considerados promissores, mas não conclusivos.”
Este estudo foi publicado neste ano no Journal of Cosmetic Dermatology, mas outros chegaram à mesma conclusão e sugeriram que mais ensaios sejam realizados para verificar a eficácia dos exossomos para calvície.

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Fake news sobre calvície
Para além dos tratamentos ineficazes e sem embasamento científico, os pacientes que lidam com a calvície também são expostos à desinformação. A situação fez com que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitisse um alerta para dizer que o café não causa calvície.
As publicações enganosas diziam que uma “nova fórmula introduzida em 2026 pela indústria, com produtos químicos tóxicos” seria a responsável pela calvície no Brasil.
“NÃO houve, no entanto, qualquer mudança na composição ou nos ingredientes do café vendido no Brasil”, escreveu a agência – sim, usando caixa alta para destacar a negação –.
Esse tipo de fake news é perigosa para os pacientes. “O grande risco é gerar um medo desnecessário em torno de um alimento que faz parte da rotina da população. Mais preocupante ainda é quando a pessoa passa a acreditar que encontrou a causa da queda de cabelo e deixa de procurar uma avaliação médica”, diz a dermatologista.

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Entenda a calvície
A calvície é um problema crônico com evolução gradual e que está relacionada com fatores genéticos e hormonais, no caso, a testosterona.
“É caracterizada pelo afinamento progressivo dos fios. Isso acontece porque os folículos capilares se tornam cada vez mais sensíveis à ação dos hormônios androgênicos em pessoas com predisposição genética, fazendo com que os cabelos cresçam mais finos até que alguns folículos deixem de produzir fios”, explica Leal.
Vale dizer que a alopecia androgenética é diferente da queda de cabelo, um processo que pode ser temporário e relacionado a diferentes razões.
“Alterações hormonais, deficiência de nutrientes, doenças da tireoide, infecções, doenças autoimunes, uso de alguns medicamentos e períodos de estresse intenso”, enumera a dermatologista.

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