SAÚDE E BEM ESTAR

Semaglutida no SUS: farmacêutica submete pedido e ministério prevê estudo

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A Novo Nordisk submete novo pedido para incorporar o Wegovy (semaglutida) no SUS, oferecendo 59% de desconto e focando em pacientes com obesidade e histórico de infarto. A iniciativa visa reduzir eventos cardiovasculares e hospitalizações. O Ministério da Saúde fará um estudo para avaliar a adaptação do tratamento à rede pública.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

A farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk apresentou um novo pedido para incorporação da caneta contra obesidade à base de semaglutida Wegovy na rede pública de saúde. A solicitação, submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), estabelece desconto de 59% no medicamento para o governo. O Ministério da Saúde também prevê um estudo para avaliar como o tratamento pode se encaixar com a realidade do SUS.
A nova submissão da empresa foi feita na semana passada e contou com uma análise econômica para atender aos critérios de custo-efetividade do SUS para incorporação da caneta antiobesidade injetável Wegovy. O diferencial desse pedido foi o foco em pacientes que vivem com obesidade e já sofreram infarto.

Segundo a Novo Nordisk, essa indicação permite ofertar o tratamento a pessoas com risco elevado de novos eventos cardiovasculares graves. Isso teria ainda impactos positivos para o sistema de saúde, considerando a redução de hospitalizações e demais cenários de alta complexidade que oneram a rede pública.

“Trata-se de uma iniciativa voltada a pacientes de alto risco, com potencial de reduzir a recorrência de eventos graves e a necessidade de cuidados intensivos”, disse, em nota, Leonardo Bia, vice-presidente de Assuntos Corporativos da Novo Nordisk no Brasil. “Essa intervenção médica é crucial para evitar que o paciente infartado volte a ocupar um leito de UTI.”
População sugerida para receber semaglutida pelo SUS
O pedido da farmacêutica sugere que adultos com mais de 45 anos sem diabetes, com Índice de Massa Corporal (IMC) entre 30 e 40 e histórico comprovado de infarto formem a população elegível para receber o tratamento gratuitamente pelo SUS.

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Para dar embasamento científico à solicitação, a Novo Nordisk compilou os dados do estudo Select, que comprovou que, em pacientes com doença cardiovascular estabelecida, a semaglutida 2,4 mg (Wegovy) reduz em 20% o risco de infarto, acidente vascular cerebral e morte em pessoas que vivem com sobrepeso ou obesidade – sem diagnóstico de diabetes -.
Estudo do Ministério da Saúde com caneta contra obesidade
O Ministério da Saúde informou que vai iniciar um estudo para verificar como o tratamento com agonistas do GLP-1, caso da semaglutida, pode se adaptar à realidade do SUS.
Em nota enviada à reportagem de VEJA, a pasta informou que o protocolo de acompanhamento será realizado com cerca de 250 pacientes que vivem com obesidade grave e com indicação para cirurgia bariátrica que já são atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre (RS).

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O hospital já faz parte do projeto-piloto de um programa global da farmacêutica para acesso equitativo à terapia em unidades de saúde públicas no Brasil, Dinamarca e Ilhas do Pacífico.
A pasta informou que pediu que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) priorize registros de medicamentos à base de semaglutida, cuja patente caiu neste ano, e liraglutida.
“Com a entrada de novos medicamentos genéricos no mercado e aumento da concorrência, os preços devem cair de forma significativa”, afirmou.
Esse ponto é importante porque, como o próprio ministério relembrou, a Conitec deu parecer desfavorável à incorporação dos princípios ativos no ano passado “considerando, entre outras razões, o impacto orçamentário de mais de R$ 8 bilhões”.

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