Ação da Anvisa mira farmácias de manipulação que produzem tirzepatida, tadalafila e homeopáticos
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A Anvisa publicou medidas contra quatro farmácias de manipulação suspeitas de descumprir regras sanitárias. As irregularidades incluem propaganda e produção padronizada de medicamentos como Tadalafila e Tirzepatida, falhas no controle de qualidade e na manipulação de formulações estéreis. Ações vão de proibições a apreensões.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou no final da semana passada uma série de medidas contra farmácias de manipulação suspeitas de descumprir regras sanitárias.
Entre os casos investigados estão a divulgação irregular de medicamentos manipulados de forma padronizada, prática proibida pelas normas sanitárias, e falhas no controle de qualidade e na manipulação de formulações estéreis.
As medidas atingem quatro empresas do setor.
Tadalafila
Uma das ações foi direcionada à Nanofármacos Manipulação Farmacêutica, que teve proibida a propaganda do produto Tadalafila 10 mg em gotas.
Segundo a agência reguladora, o medicamento vinha sendo divulgado e produzido por meio de manipulação padronizada, e não individualizada para cada paciente.
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Esse tipo de prática contraria as chamadas Boas Práticas de Manipulação previstas na RDC nº 67/2007, que determina que medicamentos manipulados devem ser preparados a partir de prescrição individual e não produzidos em escala.
Homeopáticos
Outra empresa atingida foi a Farmácia Homeopática Homeocenter. A Anvisa proibiu a propaganda de todos os medicamentos manipulados divulgados pela empresa.
De acordo com a fiscalização, o site oficial da farmácia também apresentava produtos manipulados de maneira padronizada, como se fossem itens disponíveis para qualquer consumidor, sem relação com uma prescrição individual.
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Tirzepatida manipulada é apreendida
Já a Octalab Farmácia de Manipulação teve a apreensão de todos os lotes de tirzepatida manipulados. Além disso, a agência determinou a suspensão da manipulação, comercialização, divulgação e uso do produto.
Segundo a Anvisa, a inspeção identificou diversas irregularidades, entre elas:
Manipulação do medicamento em escala, e não individualizada
Substituição de medicamento industrializado
Falhas no controle ambiental na área de recebimento de matérias-primas
Ausência de um sistema adequado de controle de qualidade
Definição de prazo de validade sem avaliação físico-química
Falhas na qualificação de fornecedores
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Problemas em formulações estéreis
A PL Farmácia de Manipulação LTDA também foi alvo de medidas. A Anvisa determinou a suspensão da comercialização, propaganda e uso de medicamentos manipulados pela empresa até 7 de novembro de 2025, com apreensão desses produtos.
De acordo com a agência, a ação foi motivada pelo descumprimento de normas previstas tanto na RDC nº 67/2007 quanto na RDC nº 430/2020, que estabelece regras para controle de qualidade e segurança na produção desses medicamentos.










