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Sarampo: mais dois casos são confirmados em São Paulo e vacinação é intensificada

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São Paulo registra mais dois casos de sarampo, elevando o total a sete em 2024. Uma criança de 6 meses e uma mulher de 20 anos estão entre os novos infectados. A Secretaria de Saúde intensifica a “dose zero” da vacina para bebês de 6 a 11 meses e alerta para a baixa cobertura vacinal no estado. Vacine-se!

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Mais dois casos de sarampo foram registrados na capital paulista, segundo comunicado da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo desta terça-feira, 30. Neste ano, sete episódios foram confirmados e uma mobilização para aplicação da dose zero da vacina em bebês de 6 a 11 meses está sendo intensificada nos municípios de São Paulo e Guarulhos.
Segundo a pasta, os novos casos são de uma criança de 6 meses e uma mulher de 20 anos, mãe de um dos três bebês que testaram positivo para a doença na semana passada. Ambas não estavam vacinadas (veja esquema vacinal abaixo).

Há uma investigação em andamento para identificar a origem do vírus, que é altamente contagioso e pode causar até a morte de bebês.

“Com a confirmação de novos casos, reforçamos a importância de manter a vacinação em dia. O estado atua de forma rápida, com vigilância epidemiológica, investigação dos casos e intensificação da vacinação para interromper a circulação do vírus e proteger a população, especialmente as crianças”, disse, em nota, Tatiana Lang, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo (CVE-SP).
A cobertura vacinal contra o sarampo está se aproximando da ideal na primeira dose, mas ainda precisa melhorar na segunda. De acordo com levantamento da secretaria, a cobertura para primeira dose é de 85,32%. Para segunda, está em 72,06%. A recomendação é que o índice esteja acima de 90%.
Dose zero
No calendário de vacinação, a primeira dose da vacina tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola – é aplicada aos 12 meses e a segunda dose, aos 15 meses, normalmente com a tetraviral – que inclui a proteção contra a varicela –.

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A dose zero costuma ser indicada em localidades com suspeita ou confirmação de circulação do vírus para evitar que bebês sejam infectados, considerando que se trata de uma doença grave e potencialmente letal.
Sarampo em alta
Embora seja uma doença prevenível por vacina, o sarampo continua em circulação. No fim do ano passado, a região das Américas perdeu o certificado de eliminação da doença, segundo informe da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
Em abril, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre os riscos de reintrodução do sarampo no Brasil em virtude do aumento da circulação internacional de pessoas por causa da Copa do Mundo. Isso porque os países-sede (Estados Unidos, México e Canadá) têm convivido com surtos da doença.
Riscos do sarampo
Doença altamente contagiosa, o sarampo é causado por vírus e tem como principal manifestação o aparecimento de manchas vermelhas no corpo. Outros sintomas são febre alta, tosse seca, irritação nos olhos, mal-estar intenso e nariz entupido ou escorrendo. Pneumonia, encefalite (inflamação no cérebro) e a morte são os desfechos mais graves da infecção.

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A circulação do vírus propicia o aparecimento de surtos entre pessoas não vacinadas, de modo que um indivíduo infectado é capaz de transmitir a doença para até 18 pessoas, de acordo com a Opas.
No Brasil, a vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
Veja quem deve se vacinar
Crianças de 6 a 11 meses:

Dose zero: indicada em situações de risco aumentado de exposição ao vírus, não substitui as doses do calendário de rotina

Crianças a partir de 12 meses

Primeira dose (D1) aos 12 meses, com a tríplice viral. Segunda dose (D2) aos 15 meses, com a vacina tetraviral (ou tríplice viral + varicela)

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Pessoas de 5 a 29 anos

Devem iniciar ou completar o esquema de duas doses da tríplice viral, com intervalo mínimo de 30 dias entre elas

Pessoas de 30 a 59 anos

Devem receber uma dose da tríplice viral caso não haja comprovação de vacinação anterior

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