Vírus Nipah gera alerta em aeroportos da Ásia; Ministério da Saúde se posiciona sobre o risco ao Brasil
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O vírus Nipah gerou alerta na Ásia devido à alta letalidade (até 70%) após casos na Índia. Apesar de países vizinhos agirem, o risco de pandemia é baixo, pois o vírus está restrito à Ásia e a transmissão humana é rara. Brasil mantém vigilância, mas o risco de chegada é mínimo.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Depois da confirmação de ao menos dois casos de infecção pelo vírus Nipah na Índia, autoridades médicas e sanitárias internacionais emitiram sinais de alerta e reforçaram a necessidade de uma vigilância apurada, especialmente devido à alta letalidade do patógeno – que pode chegar a 70% das vítimas.
Embora o governo indiano tenha declarado que o surto na região de Bengala Ocidental está sob controle, após testar mais de uma centena de pessoas que tiveram contato com os indivíduos contaminados, países como Malásia, Tailândia, Singapura e Hong Kong estabeleceram medidas de segurança em seus aeroportos, como aferição da temperatura corporal.
O risco de os episódios escalarem para uma pandemia é considerado remoto, ainda que o micro-organismo faça parte da lista de doenças mais preocupantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), que monitora a situação na Índia.
Isso porque os animais que são reservatórios naturais do patógeno, como um gênero de morcegos que se alimenta de frutas, estão restritos ao continente asiático, e a transmissão entre humanos é extremamente rara.
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Em relação à possibilidade de o vírus aportar no Brasil, o Ministério da Saúde ressaltou, em nota, que a perspectiva de uma disseminação global é baixa e as nações asiáticas onde a doença costuma se manifestar possuem protocolos de emergência para rápida detecção e controle de surtos, em um esforço coordenado junto à OMS.
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Além disso, a pasta pontuou que mantém as medidas de vigilância e resposta de emergência a agentes altamente patogênicos dentro de nossas fronteiras, trabalho realizado em parceria com o Instituto Evandro Chagas, a Fundação Oswaldo Cruz e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).
Apesar do baixo risco pandêmico, especialistas endossam a necessidade de se manter o radar ligado. O vírus Nipah causa encefalites graves e problemas respiratórios, podendo matar de quatro a sete pessoas em um grupo de dez infectadas – uma das piores taxas de letalidade entre esses micro-organismos.
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