Privatização da TAP já tem um candidato oficial, a Air France-KLM
“A Air France-KLM entregou esta terça-feira à Parpública a sua manifestação de interesse para participar no processo de privatização da TAP, antes do final do prazo previsto”, e que é o próximo dia 22 de Novembro, próximo sábado.Esta comunicação, feita por fonte oficial do grupo, representa a primeira oficialização de uma empresa do sector que quer ficar com os 44,9% do capital da companhia aérea que o Governo está a alienar, a par de 5% para os trabalhadores.A companhia aérea diz que “uma vez mais, fica demonstrado o forte e continuado interesse da Air France-KLM neste processo” e que aguarda “com expectativa os próximos passos”.No dia 6 deste mês o presidente executivo do grupo francês, Benjamin Smith, tinha afirmado que a Air France-KLM estava a preparar a entrega da declaração de manifestação de interesse. Outros possíveis candidatos são a Lufthansa e o grupo IAG, da Iberia e da British Airways.Semanas antes, Benjamim Smith já tinha adiantado a um grupo de jornalistas que a empresa estava a analisar a TAP, mas que ter liberdade para gerir a companhia era uma condição para fechar o negócio.“O mais importante é que sejamos capazes de tomar as decisões comerciais da TAP”, mesmo sem a maioria do capital, e conseguir as sinergias necessárias para melhorar a competitividade do grupo no mercado, explicou então o gestor.Estado francês é o maior accionistaO Estado francês é o maior accionista do grupo Air France-KLM, com 27,98%, seguindo-se o Estado neerlandês, com 9,13%. O grupo entrou também no capital da SAS, tendo já negociado o reforço da posição para ficar com 60,5% do capital, cabendo 26% ao Estado dinamarquês.No fim do prazo para a entrega das declarações de interesse, a Parpública tem de elaborar um relatório a entregar ao Governo no prazo de 20 dias, havendo depois o mesmo período de tempo para convidar os interessados a apresentarem propostas não vinculativas.Segue-se um prazo de 90 dias para apresentação das propostas, ficando o Conselho de Ministros de aprovar quem pode avançar para a etapa de apresentação de propostas vinculativas. No final, pode haver ainda um período de negociação com uma ou mais entidades, num esforço de melhoramento e valorização das propostas.Os candidatos, segundo as regras estipuladas, têm de ser do sector, com experiência e um mínimo de volume de negócios consolidado de cinco mil milhões de euros em pelo menos um dos últimos três exercícios.Entre os critérios que vão determinar quem é seleccionado e passa à fase final está o “valor apresentado para a aquisição das acções”, incluindo condições de pagamento, e “eventuais formas alternativas de pagamento do preço, tais como troca de acções, e de mais termos adequados para a salvaguarda dos interesses do Estado”. Aqui, poderá haver lugar à inclusão de “bónus decorrentes de objectivos alcançados”.










