CIÊNCIA

Ex-primeira-ministra do Bangladesh, Sheikh Hasina, condenada à morte por repressão de estudantes

Um tribunal do Bangladesh condenou, esta segunda-feira, a ex-primeira-ministra Sheikh Hasina à pena de morte, no final de um julgamento que durou vários meses e que concluiu que ela ordenou uma repressão mortal contra uma revolta estudantil no ano passado.A decisão constitui a acção judicial mais dura contra um antigo líder bangladechiano desde a independência, em 1971, e surge a poucos meses das eleições legislativas previstas para o início de Fevereiro.O partido Liga Awami, de Hasina, foi impedido de concorrer e teme-se que o veredicto desta segunda-feira possa alimentar nova agitação antes da votação.O Tribunal dos Crimes Internacionais — o tribunal nacional para crimes de guerra, sediado em Daca, a capital — proferiu o acórdão sob forte segurança e na ausência de Hasina. A antiga líder fugiu para a Índia em Agosto de 2024, no auge da revolta contra o seu Governo.Hasina, de 78 anos, foi condenada a prisão perpétua por crimes contra a humanidade e à pena de morte pela morte de várias pessoas durante a revolta.A sala de audiências, cheia, irrompeu em aplausos quando a pena de morte foi anunciada. A sentença pode, ainda, ser contestada no Supremo Tribunal.Mas o filho e conselheiro de Hasina, Sajeeb Wazed, disse à Reuters, na véspera da decisão, que não recorreriam a menos que um Governo democraticamente eleito tomasse posse com a participação da Liga Awami.Em reacção ao acórdão, Hasina afirmou que a decisão partiu de um “tribunal manipulado”, criado e dirigido por um Governo não eleito e sem mandato democrático. “São parciais e movidos por motivações políticas”, disse, numa declaração enviada por e-mail às redacções pouco depois de conhecida a sentença. “Na sua repugnante exigência da pena de morte, revelam a intenção descarada e assassina de figuras extremistas no Governo interino de afastar a última primeira-ministra eleita do Bangladesh e de neutralizar a Awami League enquanto força política”, afirmou.

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