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Morreu Sei Miguel, trompetista e compositor, figura destacada do jazz em Portugal

Nasceu em Paris, passou a infância no Brasil, regressou a França. Chegou depois a Lisboa. Aqui se fixou, aqui se fez músico, afirmando-se como um dos mais singulares criadores jazz em Portugal. Sei Miguel, que se definia como um simples jazzman, figura que reconhecíamos imediatamente a fazer silhueta com o pequeno trompete de bolso, morreu aos 64 anos, confirmou o PÚBLICO junto de fonte próxima da família.As primeiras marcas deixadas no cenário português surgiram através da criação dos Moeda Noise, onde encontrávamos a trombonista Fala Mariam, que seria a sua mais consistente colaboradora ao longo de toda a carreira. Em 1988, no contexto de agitação criativa promovida pela editora Ama Romanta, estreia-se com Breaker. Nos anos imediatamente seguintes lançaria, pela mesma editora, Songs against love and terrorism (1989) e The blue record (1990). Era o início de um longo percurso em que, através de diversas formações, colaborações, explorações, foi construindo um caminho único, em que a composição meticulosa e a pesquisa experimental foram sendo trabalhadas em diálogo com músicos como Rafael Toral, Manuel Mota, César Burago ou Pedro Gomes.Da sua discografia constam álbuns como Ra Clock, Turbina Anthem, dividido com Pedro Gomes, (Five) Stories Untold, onde encontramos músicos como Fala Mariam, Moz Carrapa, Hernâni Faustino ou Rodrigo Amado, ou o O Carro de Fogo de Sei Miguel. Também autor e apaixonado pela BD – o prazer pelo desenho, de resto, antecedeu a música, como recordava em entrevista ao PÚBLICO, em 2018, quando publicou Livro das Imagens, pela Homem do Saco, Sei Miguel lançou no ano passado o seu derradeiro álbum, Panorama, gravado com Fala Mariam e Daniel Levin.

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