CIÊNCIA

Lisbon Art Weekend: passear por Lisboa num fim-de-semana pleno de arte contemporânea

Keith Paker e Merve Pakyürek mudaram-se de Istambul para Lisboa e mal chegaram à capital sentiram falta de uma iniciativa que promovesse a arte contemporânea. Em 2019, fundaram a Lisbon Art Weekend (LAW), organização sem fins lucrativos com o objectivo de contribuir para o fortalecimento da arte contemporânea na cidade.Com mais de 200 artistas, 50 espaços e 80 eventos, o LAW quer criar um diálogo entre a comunidade, a cidade e os artistas. O evento arrancou nesta quinta-feira e prolonga-se até domingo com exposições, concertos, open studios, um leilão e performances artísticas por vários pontos de Lisboa.Para todas as actividades da programação, a entrada é gratuita para tornar “a arte mais acessível”, garantem os fundadores na conferência de imprensa. Apesar dos vários estúdios e galerias participantes inaugurarem exposições inéditas a propósito do LAW, os espaços artísticos podem ser visitados durante todo o ano.


“Cometa”, estúdio de arte em Penha de França, Lisboa
Armando Jorge Mota Ribeiro

Nesta 7.ª edição, há mais espaços e galerias para visitar. A participação de instituições como a Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva, o MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins e a Fundação PLMJ é uma das novidades ​para promover a “sinergia entre instituições culturais da cidade”.“Expandimos o número e a diversidade de espaços participantes, profissionalizámos o programa público e reforçámos a visibilidade internacional, mantendo o evento imparcial, independente e completamente gratuito para todos”, partilham os fundadores no comunicado de imprensa do evento.O CAM – Centro de Arte Moderna da Gulbenkian, Fundação Joana Vasconcelos, MAAT, MAC/CCB, Brotéria, Cometa, Galeria Foco, Galeria Nave, Galeria 111, Numa Sala, Lumiar Café e Underdogs Gallery são alguns dos espaços na programação, onde se pode encontrar exposições e eventos em redor da arte contemporânea e de artistas emergentes.Entre os artistas contam nomes nacionais como Miguel Rodrigues, David Oliveira, Joana Vasconcelos, Margarida Relvas, Tiago Baptista, Joana Escoval, Aka Corleone, Paulo Serra, entre outros. A nível internacional, há exibições de trabalhos de Fidel Évora, Zineb Sedira, Mia Dudek, Rosângelo Rebecca, Fontaine-Wolf, Uriel Orlow e muitos outros.A par do objectivo de tornar Lisboa numa “cartografia viva de espaços, práticas e vozes artísticas”, lê-se no mesmo comunicado, há a intenção de “descentralizar e desbloquear novos bairros” da cidade, fazendo que com as pessoas sem envolvam com a arte e com os artistas.


Exposição de Rui Chafes na Galeria Filomena Soares
ALCINO GONÇALVES

“Vemos muitas galerias internacionais a abrir em Lisboa, o interesse internacional está a crescer”, contam Keith e Merve ao PÚBLICO. Quanto à adesão aos eventos, os dois partilham que o feedback do público tem sido positivo. “Recebemos imensas mensagens e inscrições de espaços, o feedback tem sido muito positivo, há pessoas a vir do Porto e de Coimbra”, acrescenta Merve Pakyürek.Inclusão, envolvimento, descentralização e acessibilidade são as palavras que resumem o mote do Lisbon Art Weekend. Pela primeira vez, nesta edição as visitas guiadas serão interpretadas em Língua Gestual Portuguesa, de modo a que os eventos sejam mais inclusivos.“Através de uma comunicação coordenada, encontros profissionais e uma programação pensada para diferentes públicos, o LAW ajuda a construir pontes entre criadores, profissionais de arte e visitantes, intensificando o papel de Lisboa como centro florescente de cultura contemporânea”, acrescenta o comunicado.A missão global passa por apoiar espaços artísticos, artistas e curadores, dando maior visibilidade ao seu trabalho e promovendo um ecossistema artístico sustentável e inclusivo, dizem. “A participação é gratuita e o foco está na visibilidade e no acesso”, rematam os co-fundadores.

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