TECNOLOGIA

França aumenta pressão sobre a Europa para investigar a Shein por causa de bonecas sexuais e armas

A França decidiu aumentar a pressão sobre a União Europeia (UE) para que inicie uma investigação formal sobre a retalhista chinesa de moda rápida online Shein, devido à venda de bonecas sexuais com aparência infantil e armas proibidas.Nesta quinta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noel Barrot, afirmou que a Shein estava “claramente” a violar as regras europeias. “Acredito que a Comissão Europeia deve tomar medidas. Não pode esperar mais”, afirmou Barrot numa entrevista à estação de rádio Franceinfo.A França tomou medidas para proibir a Shein devido aos produtos ilícitos, e a Shein suspendeu as vendas no país para “rever e reforçar” a forma como os vendedores associados actuam no mesmo, tendo já interrompido a venda de bonecas sexuais em todo o mundo.”A França alerta a Comissão Europeia e todos os Estados-Membros para estas graves violações dentro das suas fronteiras e calcula que existam riscos semelhantes associados às actividades desta plataforma noutros países da União Europeia”, escreveram o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, e a ministra para o digital, Anne le Henanff, numa carta dirigida à responsável pela tecnologia da UE, Henna Virkkunen.De acordo com a missiva, a França apelou à Comissão Europeia para que conduzisse investigações “sem demora” para descobrir o que levou à venda de objectos ilegais na plataforma. A carta foi enviada na quarta-feira à noite e partilhada com a imprensa na manhã desta quinta-feira.Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou que o documento chegou e que vai ser avaliado e o órgão decidir os próximos passos.


Ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais (DSA) da União Europeia, a Shein é classificada como uma Plataforma Online de Grande Dimensão, e a Comissão tem poderes para investigar plataformas por potenciais violações dessa lei. E pode aplicar multas de até 6% do volume de negócios anual global de uma empresa.No início deste ano, a Comissão solicitou à Shein que fornecesse documentos internos e informações sobre os riscos associados a produtos e conteúdos ilegais no seu mercado.Separadamente, a França está a investigar outras plataformas online, como Temu, AliExpress e Wish, bem como a Shein, por alegadas violações das regras, que incluem o acesso de menores a conteúdos pornográficos através dos seus mercados, informou o procurador de Paris na terça-feira.

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