TECNOLOGIA

Fomos ao Recife esperar por 'O Agente Secreto', de Kleber Mendonça Filho

“Sobre o Recife, e sobre Pernambuco, temos aqui um historiador da cidade, Kleber Mendonça Filho, 56 anos. Filho de uma historiadora. Vamos aprender”, escreve o jornalista e crítico de cinema Vasco Câmara que assina o tema de capa do Ípsilon desta semana.É uma reportagem extraordinária na cidade que dá a cara ao cinema do realizador brasileiro (premiado em Cannes) que também deu uma entrevista ao suplemento assinada pelo crítico Luís Miguel Oliveira.Este O Agente Secreto estreia-se em Portugal a 6 de Novembro e fomos ao Recife acompanhar a antestreia da longa-metragem que aconteceu no Cinema São Luiz.  Memórias de cinema à procura de uma densidade histórica objectiva – para o brasileiro Kleber Mendonça Filho o cinema é “como uma madalena”, traz-lhe o resto da cidade que conheceu quando crescia. Um dossier imperdível. “Pontapés na ditadura de uma Perna Cabeluda: o Recife-fantasma de O Agente Secreto” Ler a reportagem. Kleber Mendonça Filho: “Há um regresso do imaginário da ditadura”  Ler a entrevista.Mais cinema

O Riso e a Faca, filme no qual Pedro Pinto, o realizador e co-fundador da Terratreme Filmes, passou oito anos a trabalhar tem na sua versão integral cinco horas e meia. Estreou-se em Cannes (na secção paralela Un Certain Regard, onde recebeu o prémio de Melhor Actriz para Cleo Diára) e esta semana chega a Portugal numa versão “curta” de três horas e meia que já passou pelo circuito comercial francês e foi exibida numa dezena de festivais. O crítico Jorge Mourinha entrevistou o realizador português. 

“Este mundo e o outro, na câmara de Pedro Pinho”Ler a entrevista.

Os actores Sérgio Coragem, Cleo Diára e Jonathan Guilherme. São Sérgio, Diára e Gui em O Riso e a Faca. Foram convocados por Pedro Pinho, realizador que oito anos depois de A Fábrica de Nada volta a instalar-se na maior das instabilidades, no ensaio, na reflexão política e filosófica, e agora também no road movie com um fio de aventura, como revela o jornalista Vasco Câmara neste Ípsilon. O filme já está nas salas de cinema.

 O Riso e a Faca: Sérgio, o europeu tranquilo. Diára, a africana inquieta. Ler na íntegra.

(fotografia de Nelson Garrido)

O professor brasileiro Caetano Galindo esteve em Portugal, com passagens pelo Porto, por Óbidos e por Lisboa e o jornalista Nuno Pacheco entrevistou-o a propósito do seu novo livro Latim em Pó – Um passeio pela formação do nosso português (ed. Cultura) em que o linguista nos dá uma visão do português a partir do Brasil, onde ele foi moldado pelas línguas locais e dos escravos. Esta entrevista tem estado nestes últimos dois dias entre os artigos mais populares do PÚBLICO.

Aqui vos deixo uma citação de uma das respostas de Caetano Galindo: “As pessoas esperam respostas simples, concretas e inabaláveis. E a realidade raramente é assim. A ideologia da constituição de uma língua é um projecto político e é lento.” Caetano Galindo: “Só agora se começa a perceber que não estamos falando português errado” Ler a entrevista na íntegra.

Querendo fugir ao seu registo de autoficção, Raquel Castro resolveu encenar A Gaivota. Só que Ansioliticamente Falando, que se estreia hoje no CCB, serve-se de Tchékhov para mergulhar na ansiedade que tomou conta do mundo. O jornalista e crítico Gonçalo Frota esteve nos ensaios e conversou com a autora. Ler a reportagem.

“DJ Haram leva-nos a dançar contra o medo”, declara o crítico José Marmeleira. Esta artista pós-pop e pós-globalização vai estar hoje no palco da Galeria Zé dos Bois, em Lisboa, onde apresenta o espantoso Beside Myself. Ler a crítica.

E se por acaso ainda não leu a entrevista à Prémio Camões 2025, Ana Paula Tavares, feita pelo jornalista Luís Ricardo Duarte que saiu no último domingo no P2: aqui fica a dica. 

Também neste Ípsilon:

— Livros: Entrevista a Ricardo Adolfo a propósito do seu novo romance A Chefe dos Maus (ed. Companhia das Letras) e também a Samanta Schweblin sobre o seu livro mais recente livro de contos O Bom Mal (ed. Elsinore). Ainda só disponíveis na versão impressa.

Crítica ao livro Regresso à Europa – A posição Internacional da Democracia Portuguesa, de Carlos Gaspar. O jornalista Manuel Carvalho considera-o um livro indispensável. Ler a crítica.

— Filmes: Bugonia, de Yorgos Lanthimos e Alpha, de de Julia Ducournau

—Música: Nourished by Time arregaçou as mangas e fez um dos grandes discos de 2025. Ler a crítica de Pedro João Santos que também já ouviu o novo disco de Lily Allen. Ler a crítica online. 

— Exposição: Começo, meio, começo é a primeira exposição individual de Cinthia Marcelle em Portugal. Ler a crítica de Constança Babo. 

As habituais crónicas de António Guerreiro, Ana Cristina Leonardo, Nuno Pacheco e André Barata. 

Boas leituras!

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