CIÊNCIA

Operação internacional apreende 2,3 toneladas de cocaína ao largo da costa de Lisboa

Uma lancha de alta velocidade, que transportava 2,3 toneladas de cocaína, foi interceptada em águas internacionais ao largo da costa de Lisboa. A Polícia Judiciária (PJ) dá conta, esta quarta-feira, dia 29, da participação da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes na “operação marítima de grande escala”, realizada em coordenação com parceiros internacionais.A apreensão aconteceu a 22 de Outubro e as autoridades espanholas acreditam que a embarcação viajava desde a ilha da Madeira em direcção à Galiza, que seria ponto de entrada na Europa, numa rota marítima já conhecida pela investigação, avançou o jornal espanhol El Confidencial, a 23 de Outubro. O PÚBLICO confirmou junto da Polícia Judiciária tratar-se da mesma operação.Durante a viagem, a embarcação teve “problemas técnicos” e os suspeitos esperavam que outros membros da organização criminosa, sediada em Portugal, lhes prestassem auxílio, avançou a polícia espanhola, citada pelo El Confidencial. Os tripulantes “tentaram fugir e livrar-se da droga” antes da intervenção das autoridades francesas, mas sem sucesso. A embarcação acabou por afundar durante o reboque.A PJ detalha que uma unidade naval francesa disparou “tiros de precisão” para desactivar os motores da embarcação suspeita. Em seguida, a equipa de abordagem francesa deteve os quatro tripulantes e apreendeu a carga ilícita, que foi posteriormente entregue às autoridades espanholas.Além da lancha interceptada, a PJ relata que a Operação Galgo identificou “várias embarcações” suspeitas em águas internacionais.“Dada a extensa área marítima abrangida pela operação, os países participantes mobilizaram três fragatas, três aeronaves de vigilância e um helicóptero”, lê-se ainda no comunicado.Além da PJ, Marinha e Força Aérea portuguesas, participaram na operação a Marinha Francesa, o Gabinete Francês Antidroga, o Serviço Aduaneiro de Guarda Costeira, a Agência Nacional do Crime do Reino Unido e a Administração de Combate à Droga dos EUA, bem como as autoridades espanholas.A informação é divulgada um dia depois de a Polícia Judiciária ter interrogado os dois suspeitos do abalroamento de uma embarcação da GNR, que matou um militar, na sequência de uma outra operação também relacionada com o combate ao tráfico de droga, no rio Guadiana, em Alcoutim. Os suspeitos foram libertados com termo de identidade e residência, por falta de provas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Botão Voltar ao Topo

Para continuar no site, por favor, desative o Adblock.

Por favor, considere apoiar o nosso site desligando o seu ad blocker.