Operação no Rio de Janeiro “não muda nada para o Comando Vermelho”
As operações policiais com invasão de favelas são comuns na zona Norte do Rio de Janeiro. Que características específicas teve a desta semana para causar um número tão elevado de mortes?A característica desta operação foi a intencionalidade do governo do estado em produzir um grande massacre. Já se sabia que o Complexo do Alemão e da Penha são os territórios mais fortificados, aqueles que oferecem maior resistência armada à actuação policial no Rio de Janeiro. Por isso mesmo, o estado empregou 2500 homens, helicópteros e veículos blindados para realizar essa acção, mas sabendo que haveria confronto. São territórios densamente habitados, ou seja, sabia-se que a vida de toda a população daquela região seria colocada em risco, que as escolas deixariam de funcionar, que unidades básicas de saúde iam deixar de funcionar, que as pessoas não poderiam ir para o trabalho, que muita gente poderia ser morta ou ferida no fogo cruzado e sabia-se também que os próprios agentes públicos estavam sendo colocados em risco.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










