Despejar dinheiro para cima da economia não chega
Na apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), o parecer do Conselho das Finanças Públicas (CFP), de inclusão obrigatória no rol orçamental, destoava do optimismo do Governo e assumia as seguintes linhas de prudência: “(…) o Conselho das Finanças Públicas endossa as previsões macroeconómicas apresentadas, com a reserva de uma possível sobrestimação do comportamento real da economia para 2026, cujas componentes (internas e externas) se encontram sujeitas a diversos riscos desfavoráveis.” A prudência do CFP é bem-vinda. Nestas ocasiões, o enviesamento dos governos é o do costume – a errar, será sempre por excesso –, cabendo aos organismos de fiscalização, como o CFP, um maior sentido crítico. Ora, subsistindo dúvidas quanto à projecção do Governo, o melhor é mesmo questionar criticamente a estratégia económica do executivo.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










