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A Anvisa autorizou a importação e uso excepcional de um medicamento experimental para o influenciador Lito Sousa, diagnosticado com a rara e sem cura Doença de Creutzfeldt-Jakob. A substância, ainda não testada em humanos, faz parte de um programa de uso compassivo. A família espera a chegada em dias e há esperança.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira, 4, a importação e uso excepcional de um medicamento experimental para o influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, que foi diagnosticado com Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição rara e ainda sem cura.
O pedido de autorização excepcional foi feito pelo Einstein Hospital Israelita, de acordo com a agência, diante do fato de que Lito foi aceito em um programa de uso compassivo do tratamento em desenvolvimento. Esse tipo de utilização de drogas em teste pode ser feito quando um paciente tem uma doença grave que ainda não conta com tratamentos eficazes aprovados por agências regulatórias.
“A avaliação considerou que se trata de uma enfermidade neurodegenerativa com evolução rápida, letal e irreversível. Além disso, a autorização em caráter excepcional foi adotada diante da ausência de patrocinador ou representante responsável no Brasil”, disse, em nota, a Anvisa.
A agência informou que a substância ainda não foi testada em humanos. “O produto ainda se encontra em estágio prévio ao desenvolvimento clínico, sem estudos clínicos formalmente iniciados para a doença priônica em seres humanos.”
Ainda de acordo com a Anvisa, a importação será feita pela equipe de Lito.
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Anúncio feito em vídeo
Nesta sexta-feira, a empresária Mila Seidl, esposa de Lito, contou em um vídeo que uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos tinha dado uma resposta positiva para o uso compassivo de uma medicação para o controle de doença priônica, grupo do qual a Doença de Creutzfeldt-Jakob faz parte.
O Lito vai ser o primeiro humano a testar. É um estudo já bem maduro com animais, é uma farmacêutica grande e a gente está bem esperançoso. ”
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No vídeo, publicado no canal do YouTube Aviões e Músicas, Lito também falou sobre o tratamento. “No dia do diagnóstico, eu tinha 0% de chance de escapar dessa doença. Hoje, eu já tenho 0,1% de chance. É muito mais, mas eu não quero dar spoiler agora. Quero primeiro que o remédio chegue na minha mão. Aí, vou aproveitar e explicar tudo para vocês. Serão boas notícias. ”
Em sua conta no Instagram, Mila disse que a expectativa é de que o medicamento chegue ao Brasil em sete a nove dias.
O que é a Doença de Creutzfeldt-Jakob
A Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) faz parte do grupo das chamadas doenças priônicas, condições neurodegenerativas raras que são causadas pelos príons: partículas infecciosas proteicas (do inglês “Proteinaceous Infections Particles“).
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Os príons surgem quando proteínas normalmente presentes no corpo alteram seu formato e se aglomeram no cérebro, causando doenças que podem afetar tanto humanos quanto animais. Em muitos casos, a origem da proteína anormal é desconhecida.
A forma mais comum de doença priônica que afeta humanos é a DCJ, um tipo de Encefalopatia Espongiforme Transmissível (EET) que acomete os humanos. O termo “espongiforme” se refere às alterações que a doença causa no cérebro, que passa a apresentar um padrão esponjoso.
Segundo o site do Ministério da Saúde, os sintomas são variáveis e inespecíficos, podendo ser confundidos com demências e transtornos neurológicos progressivos como Alzheimer ou a doença de Huntington. O quadro inicial geralmente inclui demência associada a outros sinais neurológicos, como:
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Desordem cerebral;
Perda de memória;
Tremores;
Ataxia (perda do equilíbrio motor) e afasia (dificuldade na fala);
Falta de coordenação motora;
Distúrbios visuais;
Espasmos musculares (mioclonia);
Alterações de comportamento.
O paciente apresenta uma piora rápida e progressiva após o início dos sinais e sintomas. Com a progressão do quadro, podem ocorrer ainda insônia, depressão, ataques epiléticos e paralisia facial.
Segundo a pasta, a degeneração progressiva das habilidades psicomotoras de pessoas acometidas pela DCJ é bem mais acelerada quando comparada com outras demências.
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A forma mais comum de DCJ ocorre a uma taxa de 1 ou 2 novos casos por milhão de pessoas a cada ano em todo o mundo.
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2005 e 2021, foram registradas no Brasil 1. 576 notificações de casos suspeitos da condição, com registros mais frequentes nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.