Eurofarma firma parceria internacional para trazer nova vacina contra chikungunya ao Brasil
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A Eurofarma, em parceria com a Bavarian Nordic, trará ao Brasil uma vacina inovadora de dose única contra chikungunya. O imunizante, já submetido à Anvisa, usa tecnologia VLP, mostrou eficácia e segurança, e já é aprovado em diversos países para maiores de 12 anos. Essencial para combater a doença e suas sequelas.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A farmacêutica brasileira Eurofarma anunciou nesta segunda-feira, 13, que trará ao Brasil uma vacina inovadora contra chikungunya, doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que representa um desafio de saúde pública no país. O produto, já submetido ao aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é fruto de uma parceria estratégica firmada com o laboratório dinamarquês Bavarian Nordic.
A nova vacina é de dose única e utiliza como plataforma a tecnologia de virus like particles (VLP), que permite reproduzir a carapaça do patógeno sem conter seu material genético e replicante. Com isso, não há risco de infecção e o sistema imune é sensibilizado a gerar uma reação de defesa na eventualidade de se deparar com o micróbio em si.
O imunizante demonstrou segurança e eficácia, com produção de anticorpos neutralizantes em diferentes faixas etárias – de adolescentes a idosos -, em estudos clínicos reunindo milhares de pacientes. Já foi aprovado a partir dos 12 anos de idade na União Europeia, no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá com o nome comercial VIMKUNYA.
A preocupação com a chikungunya tem crescido mundo afora, uma vez que moléstias virais propagadas por mosquitos tendem a prosperar e se espalhar na esteira do aquecimento global e das mudanças climáticas. O problema já foi notificado em mais de uma centena de países, causando quase 500 000 casos anuais – quase 130 000 deles no Brasil, um dos países mais afetados pela arbovirose.
Embora a taxa de letalidade da doença não seja elevada, a preocupação gira em torno de complicações e sequelas crônicas, sobretudo as dores nas articulações, consideradas muitas vezes incapacitantes.
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“A chikungunya segue avançando no Brasil e gerando impacto significativo sobre os pacientes, não só durante a infecção inicial, mas também com efeitos crônicos. A nova vacina usa uma tecnologia moderna e amplamente validada, com perfil de segurança favorável e capacidade de induzir resposta imunológica rápida, contribuindo para fortalecer as iniciativas de prevenção da doença”, declarou João Siffert, vice-presidente de Inovação da Eurofarma.
“A submissão à Anvisa representa um marco importante em nossa estratégia de ampliar o acesso à nossa vacina contra chikungunya para além dos mercados tradicionalmente associados a viajantes, alcançando regiões onde a doença representa um ônus significativo e recorrente para a saúde pública”, declarou Paul Chaplin, CEO da Bavarian Nordic.
A fórmula viabilizada pela parceria entre as duas empresas poderá ser a segunda vacina contra chikungunya autorizada para uso no país. A primeira, desenvolvida pelo Instituto Butantan, já recebeu sinal verde e tem como público-alvo pessoas de 18 a 59 anos.










