A lei do foco e as atitudes que podem salvar sua concentração
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Desvende a Lei de Yerkes-Dodson e os “quatro furos de concentração” que roubam sua atenção. O novo livro “Foco: Liga/ Desliga” de Mark Tigchelaar e Oscar de Bos oferece um guia científico e prático para recuperar e gerenciar sua concentração em um mundo de estímulos excessivos e distrações digitais.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O foco é um estado mental que fica no meio do caminho entre o tédio e o estresse. Eis uma lei que o psicólogo holandês Mark Tigchelaar pensou ter descoberto sozinho até que, entre aulas e pesquisas, um aluno lhe mostrou que o princípio já tinha sido formulado no início do século XX por dois estudiosos americanos. Eles desenvolveram a Lei de Yerkes-Dodson, que merece ser conhecida se quisermos recuperar um dos bens mais furtados e almejados destes tempos.
A lei do foco diz que, se não somos estimulados o bastante, perdemos a concentração. E, se somos bombardeados por estímulos em excesso, nos estressamos e a atenção vai pelo ralo. O foco seria, portanto, um meio-termo nesse fluxo de energia mental, o que pode ser visualizado na representação gráfica abaixo:
– (Gráfico: Sextante/Reprodução)
Mas esse princípio é apenas um dos elementos a embasar o livro Foco: Liga/ Desliga, que Tigchelaar acaba de publicar junto ao cofundador da Focus Academy, Oscar de Bos, pela editora Sextante. Trata-se de um guia, amparado em ciência e experiências concretas, destinado a quem está em busca da concentração perdida – ou quer zelar por ela.
A dupla de especialistas expõe o que chamam de os “quatro furos de concentração”, os fatores capazes de corroer a capacidade de nos mantermos ligados adequadamente em uma atividade. São eles: a escassez de estímulos (vulgo tédio), o excesso de estímulos internos (ideias e tarefas que empilhamos), o excesso de estímulos externos (as missões a serem cumpridas em casa e no trabalho) e a falta de combustível físico e mental (bastante ligada aos maus hábitos).
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Como se vê, a lei do foco passa por esses “furos” e aprender a manejá-los é, segundo os autores, a fórmula mais eficaz para se libertar da sensação de nunca conseguir se conectar com nada no momento presente ou daquela culpa de jamais concluir uma tarefa direito.
‘Foco: Liga/ Desliga’, de Mark Tigchelaar e Oscar de Bos, Editora Sextante, 192 páginas (Capa: Sextante/Reprodução)
A obra transpõe, assim, a teoria para a prática, reunindo um manancial de conselhos para gerenciar a rotina em meio aos principais ladrões de foco da atualidade, as telas dos celulares e computadores. “Quando trabalhamos no computador, alternamos entre tarefas 566 vezes por dia, em média. Isso equivale a uma vez a cada 50 segundos”, revelam os autores. Impossível não ficar estressado – ou maluco!
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O desafio é que, fora do escritório (ou do home office), a dispersão cognitiva continua à solta. “Smartphones são chupetas de gente grande”, advertem Tigchelaar e De Bos, que ensinam artifícios com o objetivo de criar uma relação mais saudável com as telas, sem ter de jogar o celular pela janela.
No fundo, o que os experts compartilham são lições factíveis para não cairmos nos extremos da lei do foco e, dessa maneira, evitarmos que a tão cobiçada concentração vire artigo de luxo.









