‘Radioterapia mais moderna do que aquela que faço’, diz Lula sobre novo aparelho no SUS
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Saúde Alexandre Padilha participaram nesta terça-feira, 23, da entrega de um equipamento de ponta para o tratamento de câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Santa Marcelina, localizado na zona leste da capital paulista. Na ocasião, Lula elogiou o aparelho e disse que a máquina ”é muito mais moderna” do que a utilizada no tratamento que realiza após o diagnóstico de um carcinoma basocelular na cabeça.
O acelerador nuclear de alta tecnologia entregue ao hospital, que tem cerca de 90% dos pacientes provenientes do SUS, conta com planejamento computadorizado e oferece mais precisão no tratamento por direcionar feixes de radiação diretamente no tumor. A entrega faz parte do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa para redução da espera por consultas, exames e cirurgias na rede pública.
Além de aumentar a eficácia no combate às células cancerígenas, a tecnologia preserva tecidos saudáveis. Segundo o ministério, o equipamento vai agilizar tratamentos de radioterapia e torná-los mais acessíveis. O investimento foi de R$ 7,3 milhões e o novo aparelho tem capacidade de realizar até 1.000 tratamentos radioterápicos por ano.
“A máquina de radioterapia aqui na zona leste é muito mais moderna do que aquela que eu faço em Brasília. E eu acabei de fazer 15 sessões de radioterapia”, disse o presidente, que está utilizando chapéu para evitar a exposição da lesão, conforme orientação médica.
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Como já fez em outras ocasiões, Lula destacou a necessidade de que a população brasileira tenha acesso a tecnologias de última geração e estratégias para reduzir o tempo de espera por diagnóstico, consulta, tratamentos e demais etapas do cuidado com a saúde.
“O que está acontecendo no Brasil é um sonho que acalentamos há muito tempo. A gente sempre sonhou em fazer que o povo trabalhador, mais humilde e que mora na periferia tivesse acesso às coisas que todo mundo tem direito.” Mesmo rouco, discursou por quase 14 minutos.
Padilha confirmou que o acelerador concedido ao hospital é um equipamento disponível nas principais instituições privadas de saúde e chega para resolver um problema antigo vivenciado por pacientes da rede pública, que é a disponibilidade de equipamentos em quantidade adequada para atender à demanda de pessoas que vivem com câncer.
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“A radioterapia é uma preocupação, porque era um dos procedimentos que tínhamos um gargalo”, afirmou. “Estamos garantindo o que tem de mais moderno no SUS.”
Redução no tempo de espera
Diretora-presidente do Hospital Santa Marcelina, a irmã Rosane Ghedin afirmou que a oncologia ocupa uma fatia considerável nos atendimentos da unidade, considerando que 30% das internações têm relação com casos de câncer, por isso, a necessidade de reforçar o complexo dedicado à doença.
“Temos o compromisso com ampliação de acesso e incorporação de tecnologia para tratamentos mais eficazes”, declarou.
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Segundo estimativas apresentadas por ela durante a solenidade, a queda da espera por tratamento será vertiginosa. “O tempo médio de espera por radioterapia que hoje chega a 45 dias será reduzido para sete a dez dias.”
Além de São Paulo, Sinop (MT), Fortaleza (CE) e Teresina (PI) também receberam equipamentos de radioterapia nesta terça-feira.Somando essas entregas, a aquisição 20 aparelhos de ressonância magnética e a cessão de crédito financeiro para a Casa de Saúde Santa Marcelina, o investimento pelos programas Agora Tem Especialistas e Novo PAC Saúde foi de R$ 182,2 milhões.










