SAÚDE E BEM ESTAR

OMS confirma 11 casos ligados a surto de hantavírus em navio, mas descarta disseminação maior

Amostras de hantavírus: agente infeccioso no radar da OMS (Foto: Anadolu/Getty Images)

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira, 12, que o surto de hantavírus registrado no navio de cruzeiro MV Hondius já soma 11 casos e três mortes. Apesar da atualização no número de infectados, a entidade afirmou que, até o momento, não há indícios de uma disseminação mais ampla da doença.
O tema foi abordado pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante uma coletiva realizada em Madri. Segundo ele, as autoridades seguem monitorando os passageiros e tripulantes ligados ao cruzeiro, mas o cenário atual ainda não aponta para transmissão sustentada.

“Não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior”, disse Tedros. Ele ressaltou, no entanto, que a situação ainda exige acompanhamento nas próximas semanas devido ao longo período de incubação do vírus.
A atualização coincide com a confirmação de um novo caso na Espanha. Uma passageira espanhola retirada do navio no último domingo testou positivo para hantavírus após entrar em quarentena em um hospital militar em Madri.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, a mulher apresentou febre e dificuldade para respirar, mas permanece estável e sem piora clínica significativa. Ela faz parte de um grupo de 14 espanhóis evacuados do cruzeiro. Até agora, os demais passageiros testaram negativo.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores infectados. A infecção pode provocar sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe e, em casos mais graves, evoluir para comprometimento pulmonar e insuficiência respiratória. No surto associado ao cruzeiro MV Hondius, a suspeita é de que os casos estejam ligados à cepa andina do vírus, considerada rara por permitir transmissão entre humanos.

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