SAÚDE E BEM ESTAR

‘Minha dor era diferente’, diz Larissa Manoela sobre doença que a acompanha há seis anos

A atriz Larissa Manoela, de 25 anos, foi às redes sociais falar sobre um problema que a acompanha há seis anos: a endometriose. Caracterizada por causar dores intensas durante o período menstrual, a doença ainda costuma passar sem diagnóstico – afinal, muitas pessoas que menstruam acabam normalizando esse tipo de dor. É daí que parte o alerta da atriz, que viveu a personagem Estela na novela “Êta Mundo Melhor”.
“Eu conversava com minhas amigas e achava que minha dor era normal, até entender que minha dor era diferente da delas”, relatou no vídeo. A publicação foi feita em parceria com a Sociedade Brasileira de Endometriose e Cirurgia Minimamente Invasiva (SBE), em apoio ao Março Amarelo, mês de conscientização sobre a endometriose.

No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões convivam com a doença. No mundo, são mais de 190 milhões de casos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar da alta prevalência — entre 10% e 15% da população —, o diagnóstico ainda é tardio e, muitas vezes, marcado por anos de dor. Isso acontece, em grande parte, pela normalização do sofrimento durante o período menstrual, mesmo quando as cólicas comprometem a vida da mulher em diferentes frentes, seja no trabalho, no lazer ou na vida sexual.

O que é a endometriose?
A endometriose ocorre quando o endométrio — tecido que reveste o útero — cresce fora do lugar. Esse material pode se instalar nos ovários, nas trompas e até em órgãos próximos.
O problema é que, mesmo fora do útero, ele continua respondendo aos hormônios do ciclo menstrual. Ou seja: cresce e descama todos os meses. Como não há por onde eliminar esse tecido, o resultado é inflamação, dor e, em alguns casos, aderências e infertilidade.

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Estima-se que entre 30% e 50% das mulheres com endometriose tenham dificuldade para engravidar. Também há associação com maior risco de câncer de ovário, embora isso não signifique que a doença evolua necessariamente para um tumor.
As causas ainda não são totalmente esclarecidas. Uma das hipóteses mais aceitas é a chamada menstruação retrógrada, quando parte do sangue menstrual retorna pelas trompas e se deposita na cavidade abdominal.
Quando a dor deixa de ser “normal”
O principal sinal de alerta é a intensidade da dor, especialmente quando ela foge do padrão esperado e começa a interferir na rotina.
Entre os sintomas mais comuns estão:

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Cólicas intensas, inclusive fora do período menstrual
Dor pélvica crônica
Dor durante ou após a relação sexual
Desconforto ao urinar ou evacuar
Alterações intestinais (diarreia ou constipação)
Inchaço abdominal
Irregularidade menstrual
Dificuldade para engravidar

Mais do que a presença isolada desses sintomas, o que chama atenção é o impacto na qualidade de vida.
Tratamento
Ainda não há cura definitiva para a endometriose, mas existem formas eficazes de controlar a doença e reduzir os sintomas.
O tratamento costuma começar com terapia hormonal. Anticoncepcionais são frequentemente usados para bloquear a ação do estrogênio, enquanto outras medicações atuam simulando a progesterona para conter o crescimento do endométrio.

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Nos casos mais avançados, a cirurgia pode ser indicada. A videolaparoscopia — técnica minimamente invasiva feita por pequenas incisões — permite identificar e remover ou cauterizar os focos da doença.
Dependendo da situação, também é possível retirar apenas as lesões. Em quadros específicos, pode-se recorrer à histerectomia, a retirada do útero.
Além disso, mudanças no estilo de vida, como a prática regular de atividade física, ajudam no controle da dor ao estimular a liberação de substâncias analgésicas naturais do organismo.
 
 

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