O motivo que levou a banda mexicana Café Tacvba a mobilizar boicote contra o Spotify
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Rubén Abarrán, líder do Café Tacvba, retira suas músicas do Spotify, alegando envolvimento com indústria bélica e práticas prejudiciais aos artistas. A plataforma nega as acusações e esclarece investimentos de seu CEO. O caso reacende o debate sobre a ética no streaming e os direitos autorais, seguindo boicotes anteriores de outros grandes nomes da música.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Nesta terça-feira, 7 de janeiro, o músico mexicano Rubén Albarrán, líder da banda Café Tacvba, utilizou o Instagram para comunicar aos seus mais de 198 mil seguidores que não mais disponibilizará suas canções na plataforma Spotify: “Pessoalmente, convido nossos fãs a ouvirem nossa música em outras plataformas que não essa ou, melhor ainda, a boicotá-la e a não serem cúmplices de abusos de poder, de guerras em curso e da violência; é hora de criarmos um mundo novo, mais justo e horizontal, onde a música continue a ter valor e significado junto das comunidades e lhes proporcione apoio, alegria e esperança”, escreveu ele na legenda de um vídeo que esclarece o posicionamento a fundo.
Segundo Albarrán, a plataforma está envolvida com a indústria bélica, veicula anúncios do serviço de imigração americano (ICE) e administra royalties e ferramentas de inteligência artificial de modo prejudicial aos artistas. A plataforma, por sua vez, negou financiar atividade militar em um comunicado que diz: “Respeitamos o legado artístico do Café Tacvba e o direito de Rubén Albarrán de expressar suas opiniões, mas os fatos contam uma história diferente”.
O Café Tacvba, contudo, está longe de ser a primeira banda a boicotar a plataforma. Antes dela, King Gizzard & The Wizard Lizard, Massive Attack , Xiu Xiu e outros grupos independentes retiraram suas canções do serviço em resposta à notícia de que Daniel Ek, CEO do Spotify, investiu 600 milhões de euros na startup Helsing, dedicada ao desenvolvimento de inteligência artificial para defesa militar, como drones de combate. O Spotify mantém que a quantia partiu de outra empresa de Ek, a Prima Materia, e que a Helsing não esteve envolvida em ataques a Gaza. “O Spotify não financia guerras. A Helsing é uma empresa independente que fornece tecnologia de defesa à Ucrânia. Além disso, atualmente não há anúncios do ICE veiculados no Spotify; os anúncios mencionados faziam parte de uma campanha de recrutamento do governo dos EUA que foi veiculada em todos os principais veículos e plataformas de mídia. Somos uma plataforma de música, e nossa política de IA é focada em proteger artistas humanos contra clonagem e fraude”, frisa a empresa.
Quanto ao pagamento de direitos autorais, a plataforma de streaming defende que isso depende de negociações entre cada artista e sua respectiva gravadora: “O Spotify continua pagando mais dinheiro para mais artistas do que qualquer outro player na história da música. Repassamos consistentemente 70% da nossa receita aos detentores de direitos”.
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Por conta de divergências anteriores quanto à divisão dos valores, Taylor Swift retirou suas músicas do serviço entre 2014 e 2017. O retorno ocorreu após acordo.
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