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A triste tendência de séries LGBTQIA+ diante da pressão conservadora

Cena da série ‘Heated Rivalry’ (Reprodução/Divulgação)

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O sucesso internacional “Heated Rivalry”, com romance LGBTQIA+ no esporte, chega ao Brasil pela HBO MAX. Mas seu futuro é incerto: a história se repete, e diversas séries com a mesma temática foram canceladas por streamings. Descubra os motivos e os programas que não tiveram uma segunda chance.

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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.

Um dos principais sucessos entre os jovens nos Estados Unidos e Europa, Heated Rivarly chega ao Brasil em fevereiro, na HBO MAX. Inspirada nos livros Game Changers, de Rachel Reid, fala sobre dois atletas de hóquei que se apaixonam e vivem um romance escondido. A temática LGBTQIA+ no esporte chamou a atenção do público, mas com o histórico de outros programas sobre o mesmo assunto, é possível que ela não encontre caminho fácil para, quem sabe, uma segunda temporada. Confira lista de séries que foram “esquecidas” pelos serviços de streaming por pressão da onda conservadora:

Primeira Morte (2022). Conta a história de um casal lésbico, em que uma delas é uma vampira. A série ficou em terceiro lugar das séries mais assistidas na Netflix durante a primeira semana, mas mesmo assim não foi o suficiente para a plataforma achar válido uma renovação. A produtora Felicia D. Hendersen culpou o serviço de streaming pelo cancelamento por não promover a produção.  
Olympo (2025). Ambientada em uma escola de treinamentos para jovens atletas, explora a sexualidade e a relação entre os esportistas. Apesar de não ter sido bem recebida pelos críticos, a série até conquistou uma legião de fãs, mas não foi o suficiente para a Netflix investir em uma segunda temporada. A empresa alegou que os custos eram muito altos. 
Boots (2025). Inspirada no livro de memórias de Greg Cope White, The Pink Marine, a série retrata a vida de um jovem gay que se alista no Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos, após sofrer bullying de colegas. O seriado foi muito bem recebido pelos críticos e público LGBTQIA+, mas o governo americano não gostou nadinha. A secretária de imprensa do Departamento de Defesas dos EUA, Kingsley Wilson, disse em uma coletiva que o programa era “um lixo woke”. A Netflix cancelou o programa após uma temporada e não explicou o motivo. 
Sense8 (2015). No enredo, oito pessoas acabam com as mentes conectadas e precisam lidar com os desafios. Em meio a todas as questões, quatro se apaixonam e formam dois casais LGBTQIA+.  O sucesso foi estrondoso e criou uma legião de fãs, mas o custo alto para a produção precisava de um número ainda maior de audiência. Após duas temporadas, foi cancelada pela Netflix.
Everything Sucks! (2018). Uma adolescente lésbica precisa lidar com os desafios da sexualidade e aceitação durante o ensino médio. Estrelada por Peyton Kennedy e Sydney Sweeney, foi um sucesso de repercussão, mas, de novo, não o suficiente para acalentar a Netflix. A vice-presidente de conteúdo original da plataforma, Cindy Holland, justificou o cancelamento “por ser improvável ter um público para a segunda temporada”.   
Uncoupled (2022). Focado para o público mais velho, fala sobre um homem gay surpreso por um término com o namorado, que fica solteiro aos 40 anos. Mesmo com Neil Patrick Harris, um nome de peso dentro das séries americanas, a série foi cancelada pela Netflix e Paramount+ por baixa audiência. Durante a greve de roteiristas em 2024, a segunda temporada estava em desenvolvimento, mas foi descontinuada logo depois. E nunca mais se falou de um retorno.
High Fidelity (2020). A dona de uma loja de discos revive términos de relacionamentos através da música, enquanto o público acompanha como foram as relações da personagem. Na trama, ela é bissexual e interpretada por Zoë Kravitz. Os principais motivos para o cancelamento foram a baixa audiência, conflito de rotinas e custo de produção. 

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