Italianos da MFE investem 17,32 milhões para ficar com 32,9% da dona da SIC
O grupo italiano Media For Europe (MFE), anteriormente conhecido como Mediaset e detido pelos herdeiros de Silvio Berlusconi, vai ficar com 32,934% da Impresa, holding criada por Francisco Pinto Balsemão, que é dona da estação televisiva SIC e do jornal Expresso.O negócio, anunciado nesta quarta-feira após o fecho do mercado – a Impresa é uma empresa cotada na Bolsa de Lisboa e obrigada a divulgar factos relevantes como este –, implica que haja um aumento de capital, em que a MFE se compromete “a subscrever novas acções da Impresa a emitir” no montante “de até euros 17.325.000 (dezassete milhões trezentos e vinte e cinco mil euros), com supressão do direito de preferência dos accionistas”, avança em comunicado o grupo controlado pelos herdeiros de Francisco Pinto Balsemão através da Impreger.O aumento de capital, “mediante autorização da Assembleia Geral da Sociedade”, será feito “a um preço por acção de EUR 0,21 (vinte e um cêntimos [de euros]), valor que corresponde ao preço médio ponderado [das acções da Impresa negociadas em bolsa] pelo volume verificado nos seis meses anteriores ao dia 15 de Outubro de 2025 (inclusive)”, é acrescentado na comunicação ao mercado.O negócio entre os dois grupos de media europeus implica ainda a realização de um acordo parassocial entre a MFE e a Impreger “relativamente ao futuro governo da Impresa e que atribui direitos à MFE em linha com a sua participação e prevê a continuidade de controlo por parte da Impreger”. Espelha assim o controlo de 33,738% do capital social da Impresa para a Impreger e de 32,934% para a MFE, quando o aumento de capital ficar concluído.“Esta parceria, a concretizar-se”, sublinha a administração da dona da SIC no comunicado agora conhecido, “colocará a MFE como um accionista relevante e um parceiro da Impresa, potenciando a possibilidade de a sociedade reforçar a posição no sector dos media em Portugal e criando uma base sólida para acelerar a execução do plano estratégico da mesma”. Em particular, acrescenta, “no que respeita ao seu crescimento, à expansão da actividade digital e ao potencial desenvolvimento de novas áreas de negócio”.No comunicado emitido nesta quarta-feira, a administração da Impresa salienta ainda que, para o negócio se concretizar nos moldes agora conhecidos, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) tem de dispensar a MFE da “obrigação de lançamento de oferta pública de aquisição sobre a totalidade das acções e de outros valores mobiliários emitidos pela Impresa que confiram direito à sua subscrição ou aquisição”.Fica ainda sujeito a que os bancos envolvidos confirmem que “a celebração do Acordo de Investimento [no aumento de capital] e a execução dos actos nele previstos não determinam o accionamento de cláusulas de resolução ou de vencimento antecipado em contratos de financiamento celebrados pela Impresa e/ou pelas suas subsidiárias”.E, finalmente, e talvez mais importante, porque a partir daí tudo se inicia: depende da “aprovação, pela Assembleia Geral da Sociedade (a ser convocada no prazo de cinco dias úteis), de autorização ao Conselho de Administração da Sociedade para deliberar e realizar o Aumento de Capital”. Ou seja, até à próxima semana.










