As melhores fotografias do Mira Mobile Prize são furtivas graças à “invisibilidade” do <i>smartphone</i>
É possível dar a volta ao mundo quando se passa o olhar sobre as 50 fotografias a preto-e-branco que se encontram em exposição nas paredes do Espaço Mira, na Rua de Miraflor, em Campanhã, no Porto: as imagens, obtidas de forma furtiva graças à “invisibilidade” do smartphone, contam histórias do quotidiano que, um dia, trarão luz sobre a forma como se vivia em 2025.
A fotografia vencedora da 20ª edição do concurso MIRA Mobile Prize B&W Street Photography é da autoria da norte-americana Renee Zanone e mostra uma criança no interior de uma carruagem de um transporte público. “Utilizando o telemóvel como principal ferramenta, [Renee] capta momentos espontâneos e desarmados da vida dos nova-iorquinos e das pessoas em Portugal, convidando o público — e a si própria — a imaginar a história por detrás de cada instante”, escreve o MIRA numa publicação na sua conta de Instagram.
A fotografia portuguesa mais bem classificada no concurso pertence à portuense Raquel Lamares, para quem a fotografia é um “vício bom”. “Entre viagens, deambulações pela cidade e instantes de pura descoberta, [Raquel] continua a procurar imagens que contem a sua forma de sentir o mundo.”
A exposição, que resulta da avaliação de um painel de jurados internacional, estará patente até 10 de Janeiro de 2026.










