Líder da Câmara dos Representantes dos EUA diz não haver nada a esconder no caso Epstein
O líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, disse neste domingo acreditar que a votação iminente sobre a divulgação dos documentos relativos ao caso Epstein na posse do Departamento de Justiça deve ajudar a acabar com as alegações de que o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha ligações ao escândalo de abusos sexuais e de tráfico de menores.“Estão a fazer isto para perseguir o Presidente Trump com base na teoria de que ele tem algo a ver com o assunto. Mas não tem”, afirmou Mike Johnson, o líder republicano da Câmara dos Representantes, no programa Fox News Sunday.“Epstein é todo o plano deles, por isso vamos tirar essa arma das mãos deles”, disparou Johnson sobre os democratas. “Vamos resolver isto e seguir em frente. Não há nada a esconder.”Embora Donald Trump e Jeffrey Epstein tenham sido fotografados e filmados juntos várias vezes há décadas, o chefe de Estado norte-americano afirma que os dois se desentenderam antes das condenações. Segundo Trump e os seus aliados, a amizade terá terminado por volta de 2004, mas as fontes divergem nos motivos para o azedar da relação. Embora todos argumentem que Trump não teria conhecimento de crime algum, uns dizem que o afastamento se deveu a suspeitas de acções impróprias de Epstein, enquanto outros alegam que a cisão foi motivada por uma mansão na Florida que os dois pretendiam comprar.No entanto, emails divulgados na semana passada por uma comissão da Câmara dos Representantes mostraram que Epstein acreditava que Trump “sabia das miúdas”, embora não seja claro o que essa frase significa. Depois dessa divulgação, Trump instruiu o Departamento de Justiça a investigar as ligações de democratas proeminentes com Epstein.O congressista Ro Khanna, democrata da Califórnia e um dos patrocinadores originais da petição que solicitava a votação sobre a divulgação dos arquivos, disse neste domingo que esperava que mais de 40 republicanos votassem a favor.
Os republicanos detêm a maioria na Câmara dos Representantes, com 219 assentos, contra 214 dos democratas. Em declarações ao programa Meet the Press, da NBC, Khanna disse que a medida não é sobre Donald Trump, mas sobre a responsabilização para todos os indivíduos poderosos que terão alegadamente participado no abuso de milhares de vítimas.“Isto não é uma questão partidária. Todos precisam de ser responsabilizados. A turma de Epstein precisa de desaparecer”, afirmou Khanna.A batalha pela divulgação de mais documentos relacionados a Epstein, um assunto que o próprio Trump usou como bandeira durante a campanha presidencial, abriu uma brecha com alguns de seus aliados no Congresso. Na sexta-feira à noite, Trump retirou o seu apoio à congressista Marjorie Taylor Greene, da Geórgia, há muito uma das suas mais fervorosas apoiantes no Congresso. O corte aconteceu na sequência de críticas de Taylor Greene direccionadas aos republicanos em certos assuntos, incluindo à gestão do caso Epstein.Numa participação no programa State of the Union da CNN, neste domingo, a republicana disse que não acreditava que os documentos por divulgar implicariam o Presidente, mas renovou o seu apelo por mais transparência. “Não acredito que pessoas ricas e poderosas devam ser protegidas se fizeram algo errado”, resumiu.










