Abdulrazak Gurnah: “O pior legado colonial são as fronteiras que impuseram a África”
“Não somos nós que escolhemos os assuntos, são os assuntos que nos escolhem”, garante Abdulrazak Gurnah, escritor tanzaniano distinguido em 2021 com o Prémio Nobel da Literatura. Ele está em Braga, na sessão de abertura da 3.ª edição do Festival Utopia, e apresenta-se como um escritor mais céptico do que afirmativo, mais refém da sua vontade do que de qualquer missão que possa ser imputada a um autor. Daí que, em conversa com a jornalista Maria João Costa, da Rádio Renascença, e que esteve a moderar a sessão, se diga moldado pelas personagens, pelos temas e até pelas inquietações que por vezes o perseguem durante anos.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










