DESPORTO

Gasto do Estado em análises clínicas sobe e atinge 244 milhões em 2024

O Estado gastou cerca de 244 milhões de euros em análises clínicas em 2024, mais 4,1% face ao ano anterior, segundo a monitorização da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) que assinala um aumento da procura.O aumento sucede a uma redução significativa de 36% observada entre 2022 e 2023, quando passou de uma despesa de cerca de 368 milhões de euros para cerca de 235 milhões de euros.A mais recente Informação de Monitorização do Sector convencionado de Análises Clínicas analisa os últimos três anos e revela uma “tendência de crescimento” em 2024 em relação à distribuição do total de encargos pelas cinco regiões de saúde.A ERS indica também que a área das análises clínica representou no ano passado a segunda maior despesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com o sector convencionado.Apesar de registar uma ligeira redução de 1,1% em 2024, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que apresenta o maior volume absoluto de despesa. Em contraste, as regiões do Centro, Algarve e Alentejo destacaram-se com “as maiores variações positivas” de 13,7%, 7,8% e 6,2%, respectivamente. Já a região Norte apresentou um crescimento de 3,6%.Os encargos com análises clínicas por mil habitantes totalizaram 24.141 euros em Portugal continental.Em 2024, foram registadas 845 requisições por cada mil habitantes, representando uma subida de 4,4% face ao ano anterior, impulsionada principalmente pela região Norte, que registou um aumento de 15% neste indicador. Por outro lado, as restantes regiões verificaram quebras, como as do Alentejo e do Algarve que apresentaram uma diminuição no número de requisições, com -9,5% e -6,3%, respectivamente.No final do ano passado, o Sistema de Registo de Estabelecimentos Regulados (SRER) contabilizava 3422 estabelecimentos com actividade nesta área (3196 postos de colheita e 226 laboratórios), reflectindo um crescimento de 1,4% face a 2023.Contudo, a proporção de estabelecimentos convencionados com o Serviço Nacional de Saúde diminuiu para 22,9% do mercado privado total — uma descida relativamente ao ano anterior.A distribuição geográfica da oferta evidenciou assimetrias regionais, com 73 concelhos sem acesso a serviços convencionados, traduzindo-se em tempos de deslocação que variam entre 12 minutos, no Norte, e até uma hora e 17 minutos, no Algarve.A concentração do mercado revela que três operadores (5% do total) foram responsáveis por mais de metade das requisições aceites (55,1%), mantendo níveis elevados nas regiões, Lisboa e Vale do Tejo, Centro, Norte e Algarve, mas “abaixo do intervalo de valores que, de acordo com as orientações da Comissão Europeia, suscitam preocupações (2 mil a 10 mil pontos)”. A única região que não acompanhou esta tendência foi a do Alentejo, onde se observou uma ligeira descida.

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