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O festim jazz-soul de Immanuel Wilkins tomou conta de Guimarães

Immanuel Wilkins passa-nos uma rasteira. O seu concerto na abertura do 34.º Guimarães Jazz começa com Matte glaze (eis June McDoom a soprar os versos iniciais da canção), mas numa guinada repentina, qual carro a desviar-se de um animal na estrada, a canção é travada e descartada. O saxofonista norte-americano, é ele quem manda, desata a suflar as notas de Blues blood, tema que dá título ao seu mais recente álbum. O que é desconcertante não é apenas a mudança brusca de um tema (que mal tem tempo de se apresentar) para outro, mas também a passagem de uma canção bela e vaporosa para uma faixa bastante mais esquemática, de imaginação refreada. Quando se começam a suceder solos de saxofone e voz (do próprio e de Malaya, sem um brilho particular), teme-se o pior. Wilkins parece esquecido da liberdade que existe na operação de reclamação dos blues que leva a cabo em Blues Blood — ​e rendido ao que se espera de um concerto de jazz num festival de jazz.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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