TECNOLOGIA

O “detective misterioso” na fotografia do assalto ao Louvre é um dândi de 15 anos

Três polícias encostados a um carro junto ao então acabado de assaltar museu do Louvre. Dois deles olham um jovem dândi que por lá passa: chapéu, colete, gravata. Parece uma personagem saída dos anos 1940, mas é, na verdade, Pedro Elias Garzon, francês de 15 anos, que graças à sua aparência fez a internet fantasiar: seria este “Fedora Man”, como passaram a chamar-lhe, um detective pronto a resolver o caso, com um bloco de notas e um cachimbo no canto da boca?A imagem foi captada pelo fotógrafo da Associated Press (AP) Thibault Camus, no dia em que o museu francês foi assaltado e a polícia impedia a entrada no mesmo. Fã de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, Pedro vive em Rambouillet, na zona Oeste de Paris e, apesar de inicialmente não querer desvendar a sua identidade para alimentar o misticismo na internet, acabou por abraçar a personagem identificar-se como o “misterioso detective do Louvre” na sua biografia do Instagram.Estar naquela foto foi um acaso. Tinha ido com a mãe ao Louvre; não sabiam que o museu tinha sido assaltado em plena luz do dia. “Quando a foto tirada, não sabia [do assalto]. Só estava a passar”, contou à AP.

Quatro dias depois, recebeu uma mensagem de uma conhecida que lhe perguntou se aquele era ele: “Disse-me que já tinha cinco milhões de visualizações. Fiquei surpreso.” Daí para chegar ao New York Times foi um instante. “Fiquei estupefacto como, com apenas uma foto, podes tornar-te viral numa questão de dias”, confessa. Mas percebe o entusiasmo: “Quando algo diferente acontece, não imaginas um detective normal. Imaginas alguém diferente.” Mais ainda num assalto que mexeu com a internet como este: na era da inteligência artificial, um assalto “à moda antiga” foi “refrescante”, como se viu muitos dizer.Pedro começou a vestir-se assim há menos de um ano, inspirado pela estética dos filmes de detectives a preto e branco e pela história do século XX. A influência da mãe também pesou. Félicité Delvaux é filha de um curador e performer e cresceu num palácio-museu do século XVIII.“Gosto de ser chique. Vou para a escola assim”, diz. Excepto o chapéu, que fica reservado para momentos mais solenes, como a ida ao museu, o fim-de-semana ou as férias. E acredita que já influenciou amigos: um deles levou uma gravata para a escola.Eternizado numa foto, Pedro quer agarrar o momento de fama. “Estou à espera que me contactem para filmes. Seria muito engraçado”, sorri. “Vou continuar a vestir-me assim. É o meu estilo.”

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