CIÊNCIA

Estudantes brasileiros em Coimbra promovem debate sobre <em>O Agente Secreto</em>

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A Associação de Pesquisadores e Estudantes Brasileiros em Coimbra (APEB) promove, neste sábado (08/11), uma sessão de cinema aberta ao público, na qual será exibida o premiado filme O Agente Secreto. O objetivo, segundo a presidente da instituição, Letícia Daniel Coelho, é promover um debate sobre o período em que se passa a história dirigida por Kleber Mendonça Filho, tendo Wagner Moura como intérprete do personagem principal.”A história de O Agente Secreto se passa nos anos de 1970, durante a ditadura militar no Brasil. Vamos comparar aquele período com a longa ditadura vivida por Portugal, que acabou em 1975″, destaca Letícia. Para ela, tais discussões são importantes, não apenas por ampliar o conhecimento sobre o que se passou no Brasil e em Portugal, para que os fatos não se repitam, mas, também, por aproximar a comunidade estudante e prestigiar a cultura brasileira.A exibição do filme está marcada para às 16h30, na Casa do Cinema de Coimbra, com o debate se estendendo até às 20h10. Entre os debatedores estão Jéssica Ribeiro, doutoranda em ciências da comunicação pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e o professor Oswaldo Manuel Silvestre, que leciona teoria da literatura na mesma instituição. A mediação das discussões está a cargo de Bruna Martiolli, professora e doutoranda em estudos de cultura da Universidade do Porto. Os ingressos variam entre 5 e 6 euros.


Espaço para pesquisadoresLetícia assinala que a APEB tem tido um papel importante na integração dos estudantes brasileiros em Coimbra e liderado muitas das demandas deles junto à universidade. “Estamos dando voz aos alunos, sejam os de mestrado, sejam os de doutorado”, frisa. Ela lembra que, na segunda-feira, 10 de novembro, será retomado o APEB Talks, em que pesquisadores poderão apresentar seus estudos e pesquisas numa linguagem acessível. Esse evento ocorrerá na Casa da Lusofonia, em Coimbra.”Trata-se de um espaço de reflexão e de conexão. Sabemos que vários temas que são pesquisados acabam entrando numa fila e passando despercebidos. Então, com os talks, abrimos espaço para que esses assuntos sejam conhecidos. Não podemos esquecer que a cultura acadêmica é mais restrita, com seus jargões técnicos. Queremos que seja divulgado o maior número possível de pesquisas”, assinala a presidente da APEB, que prevê tornar esses eventos periódicos.As apresentações das pesquisas serão feitas entre as 19h e 21h. “Cada pesquisador terá um tempo limitado. Não será nada muito longo, por isso, estamos orientando que os temas apresentados sejam tratados de forma simples, sem uma linguagem técnica”, explica. A meta, também, é aproveitar esses encontros para falar das dificuldades que os estudantes enfrentam e das oportunidades que estão à disposição deles, sobretudo, no que se refere a bolsas de estudos. “Eu mesmo quero passar do meu mestrado para o doutorado”, afirma Letícia, paulista de Ribeirão Preto, que está há pouco mais de dois anos em Portugal.
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