O Tchékhov de Raquel Castro é sobre ela (e sobre nós)
É o primeiro dia de ensaios da nova peça de Raquel. O elenco reúne-se em torno da autora, ela faz as apresentações, partilha algumas considerações gerais sobre o espectáculo que pretende levantar com o grupo, alerta para a necessidade – dado serem tão poucos – de terem de acumular várias personagens em cada corpo. Explica, sobretudo, a sua vontade em “sair da zona de conforto, como se diz hoje em dia, e largar por agora o teatro autobiográfico, autoficcional, auto-teatro, autocentrado, como lhe preferirem chamar”. O seu plano de fuga de si mesma. E, por isso, aquilo que propõe aos actores é encenar A Gaivota, de Tchékhov, assumindo a sua atracção antiga pelo “mal-estar existencial que atravessa os tempos” que detecta na peça e que a toca de forma especial desde que, há 20 anos, assistiu a uma encenação do texto por Enrique Díaz. Foi essa encenação (Gaivota, Tema para Um Conto Curto) que mudou a sua forma de pensar o teatro.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










