Taxa média dos novos depósitos manteve-se em 1,34% em Setembro
Ao fim de 20 quedas mensais, a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares manteve-se nos 1,34% em Setembro, não se alterando relativamente ao mês anterior, revelou o Banco de Portugal (BdP) esta sexta-feira.Já na zona euro, a taxa de juro média dos novos depósitos aumentou 0,03 pontos percentuais, para 1,78%.Com a manutenção dos juros em Portugal, e a consequente subida na zona euro, o país cai uma posição, ocupando, agora, o quarto lugar dos países que menos remuneram as poupanças dos particulares. Com remunerações inferiores ficam apenas a Grécia, Eslováquia e Chipre.A divulgação da taxa de juro dos depósitos, que é o principal destino das aplicações dos portugueses coincide com o Dia Mundial da Poupança, que se assinala esta sexta-feira, 31 de Outubro.A taxa de juro média dos novos depósitos com prazo até um ano subiu 0,01 pontos percentuais, para 1,35%. Foi para este prazo que foram canalizados 94% das novas aplicações, segundo os dados do BdP.A queda dos juros dos depósitos, de longe o principal instrumento de aplicação das poupanças dos portugueses, teve início em Janeiro de 2024, depois de em Dezembro de 2023 ter atingido 3,08%. A descida da remuneração das poupanças verificou-se quando começou a registar-se a descida das taxas Euribor, referência para os créditos, nomeadamente para aquisição de habitação e empresas, mas também para algumas aplicações.A taxa média de depósitos está cada vez mais distante da dos Certificados de Aforro, que para as subscrições a realizar em Novembro, bem como para as refixações de taxa de aplicações anteriores que ocorram nesse mês, fixou-se em 2,044%.O montante de novos depósitos a prazo (que inclui a reaplicação de montantes cujo prazo foi atingido) aumentou 773 milhões de euros em Setembro, para 12 mil milhões de euros.Em final de Setembro, os portugueses tinham 197 mil milhões de euros em depósitos, dos quais mais de 84 mil milhões estavam em depósitos à ordem, sem qualquer remuneração.Juros do crédito à habitação descemEm Setembro, os novos contratos de empréstimos a particulares atingiram 2926 milhões de euros, o que representa um aumento de 386 milhões relativamente a Agosto. “O aumento foi transversal a todas as finalidades, mas mais acentuado nos empréstimos à habitação”, destaca o BdP.Para habitação, os novos contratos totalizaram 2076 milhões de euros, mais 312 milhões do que em Agosto, e para as finalidades de consumo e outros fins, ascenderam, respectivamente, a 588 e a 262 milhões de euros, correspondendo a subidas de 36 e 38 milhões de euros relativamente ao mês anterior.A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação diminuiu pelo oitavo mês consecutivo, passando de 2,88%, em Agosto, para 2,84% em Setembro.A taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação do conjunto dos países da área do euro diminuiu 0,01 pontos percentuais, para 3,32%, superior em 0,48 pontos percentuais face à de Portugal, que ocupa a quinta taxa de juro média mais baixa da região.Notícia actualizada às 13h48 com informação relativa aos novos créditos.










