TECNOLOGIA

World Athletics vítima de “desfalque” interno de 1,5 milhões de euros

A World Athletics revelou, esta quinta-feira, ter perdido mais de 1,5 milhões de euros devido a um furto sistemático que envolveu funcionários da organização que rege o atletismo mundial.Segundo aquela entidade, um dos colaboradores deixou a organização antes de o desfalque ser descoberto, enquanto outro funcionário e um consultor viram os respectivos contratos serem rescindidos na sequência de uma investigação interna.Num comunicado enviado à agência Associated Press, a World Athletics indicou que as provas recolhidas foram entregues às “autoridades judiciais e legais relevantes para investigação criminal”.O furto, que totalizou cerca de 1,5 milhões de euros, ao longo de vários anos, foi detectado pelo departamento financeiro da organização durante o primeiro processo de auditoria anual conduzido por uma nova equipa financeira.O presidente da World Athletics, Sebastian Coe, sublinhou a importância de não deixar passar estas situações em branco: “Muitas organizações optam por esconder este tipo de incidentes, limitando-se a rescindir contratos de trabalho com informações limitadas, o que permite que os autores continuem os seus esquemas noutras empresas”.A World Athletics solicitou, de imediato, uma auditoria forense independente para complementar a investigação interna, que não detectou mais actividades fraudulentas, estando já a ser implementado um conjunto de verificações financeiras em toda a organização.Sebastian Coe lamentou o sucedido, lembrando que “desfalques corporativos acontecem em todas as organizações, a diferentes níveis”. “O mais importante é identificá-los, analisar como foram possíveis para implementar processos de controlo e garantir que não se repetem. E foi isso que fizemos”.O líder da World Athletics mostrou-se​ decidido “a recuperar todo o dinheiro possível, utilizando os meios legais disponíveis”. “Construímos uma sólida reputação de boa governança e transparência. É constrangedor, mas é importante que façamos o que é certo”.

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