TECNOLOGIA

Câmara de Sintra prepara estacionamento periférico no antigo complexo oficinal do Lourel

A Câmara de Sintra está a concluir um parque de estacionamento periférico com capacidade para 300 viaturas, para apoio no acesso à vila, no espaço das antigas oficinas municipais do Lourel, que se irá juntar a outros dois parques.O parque de estacionamento, em trabalhos de finalização junto ao Cemitério de São Marçal, ocupa o espaço do antigo complexo oficinal do Lourel, que começou a ser demolido em Junho deste ano, com o derrube dos edifícios, remoção de materiais e nivelamento do terreno.”No local, que se destina a receber a instalação de um parque de estacionamento periférico, serão ainda instalados novos portões de acesso”, lia-se numa nota da autarquia, de 5 de Junho, acrescentando que o projecto “insere-se num esforço contínuo” de “melhoria urbana e gestão eficiente dos espaços municipais”.O parque, no entanto, poderá ser provisório, uma vez que o terreno se destina a ser vendido em hasta pública para a construção de habitação. Segundo o contrato com uma empresa escolhida por concurso público, por 134 mil euros (mais IVA), além da demolição do edificado e dos “muretes de acondicionamento de materiais de construção, foi ainda removido “o fibrocimento existente em três locais” e uniformizada a “cota de terreno à rasante”.O parque, para cerca de 300 veículos, já possui as marcações dos lugares, mas segundo o vereador cessante da Intervenção nas Cidades e Reabilitação Urbana, Pedro Ventura (CDU), ainda “falta construir casas de banho, iluminação e instalar câmaras de vigilância”, pois o equipamento vai “ser gerido pela EMES [Empresa Municipal de Estacionamento de Sintra]”.Embora esteja previsto que o equipamento venha a ter um serviço dedicado de transporte para a vila, o autarca avançou que, “para já, tem os autocarros que passam ali e que servem aquela linha, entre o Lourel e a estação [da CP], com 170 autocarros por dia”. “Mas estão a criar no início um ponto de paragem de autocarros, para ter um shuttle directo para a estação” e ligação aos monumentos da vila, acrescentou.A construção de um outro parque de estacionamento num terreno afecto à cadeia de Sintra, no Ramalhão, em área da Reserva Agrícola Nacional (RAN), foi recusado pela Entidade Regional da Reserva Agrícola, mas a câmara liderada por Basílio Horta (PS) alegou interesse público para viabilizar a obra. A proposta previa, em 71.129 metros quadrados, um parque de estacionamento, um parque de acolhimento e quinta pedagógica, e equipamento público.O pedido de declaração de relevante interesse público municipal visava ultrapassar um parecer da Entidade Regional da Reserva Agrícola de Lisboa e Vale do Tejo, confirmando que a pretensão da autarquia “afecta totalmente áreas da Reserva Agrícola Nacional”. A autarquia solicitou autorização para intervir em 18.627 metros quadrados, no âmbito do estudo prévio do parque do Ramalhão, para 586 lugares, repartidos para 569 veículos ligeiros, cinco de mobilidade reduzida, 10 autocarros de turismo e dois para transporte público e turístico.A plataforma teria dois pontos de acesso entre as rotundas existentes dos bombeiros voluntários, próximo do Ramalhão (saída) e da Beloura, junto ao Horto do Campo Grande (entrada), da Estrada Nacional (EN) 9, mas o processo encontra-se “parado” e “sem resposta do Governo”, segundo Pedro Ventura. O autarca, que cessa funções no sábado, com a tomada de posse do novo executivo, referiu ainda que, quanto ao terreno na Cavaleira (Algueirão), que a autarquia arrendou em 2018 para instalar um parque de estacionamento público, mas cujo contrato foi denunciado por acordo, está “em negociação com o proprietário”, pois “o terreno também é fundamental para construir uma nova via de acesso ao hospital” de Sintra.Na parcela com 63.716 metros quadrados foi construído um parque de estacionamento com 1597 lugares, destinado a desviar o trânsito rodoviário do centro histórico, mas o processo de articulação com uma rede de autocarros de ligação aos monumentos não se concretizou, nomeadamente devido à pandemia.

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