AmadoraBD premeia Filipe Duarte Pina a título póstumo e álbum de Luís Louro
O livro Os Filhos de Baba Yaga, de Luís Louro, arrecadou o prémio de melhor banda desenhada portuguesa, atribuído pelo festival AmadoraBD, que também distinguiu o autor Filipe Duarte Pina, a título póstumo.Os prémios anuais do festival AmadoraBD, que reconhecem a produção e edição de banda desenhada em Portugal, foram anunciados no domingo na Amadora, com Luís Louro e receber o galardão de melhor BD portuguesa, no valor de 5000 euros.Luís Louro recebe este prémio numa altura em que celebra 40 anos de carreira na banda desenhada, já distinguida com uma medalha de mérito cultural pela Câmara Municipal de Lisboa.O autor de O Corvo e Alice e co-autor da série Jim Del Monaco e criador de Os Filhos de Baba Yaga (2024) tem patente uma exposição retrospectiva no AmadoraBD, com desenhos e esboços daqueles álbuns, por ter recebido em 2024 o Troféu de Honra deste festival.Os Filhos de Baba Yaga, que saiu em Abril pelas editoras A Seita e Arte de Autor e esgotou na sua primeira edição, escapa ao registo mais humorístico de Luís Louro, abordando uma história de sobrevivência de 11 crianças órfãs na Segunda Guerra Mundial.Em relação ainda aos prémios deste ano, o júri atribuiu o Troféu de Honra, a título póstumo, ao argumentista Filipe Duarte Pina, “pela qualidade e relevância da sua obra para a banda desenhada nacional”, nomeadamente pelo álbum BRK, com desenho de Filipe Andrade, e Macho-Alfa, com desenho de Osvaldo Medina.Filipe Duarte Pina morreu em Julho passado, aos 46 anos.De acordo com a editora A Seita, a 1 de Novembro haverá uma homenagem a Filipe Duarte Pina no AmadoraBD, com o lançamento do quarto volume de Macho-Alfa.Nos restantes prémios do AmadoraBD 2025, o prémio Revelação foi atribuído a Tales from Nevermore, de Pedro N. e Manuel Monteiro, com uma menção honrosa para Borboleta, da luso-francesa Madeleine Pereira.O prémio de melhor fanzine ou publicação independente foi atribuído a Ana Margarida Matos pela obra Tuas Palavras Minhas, produzida no contexto de uma residência artística de BD entre Portugal e Bélgica.O Meu Irmão, história de pendor biográfico do autor francês JeanLouis Tripp sobre a morte do irmão, recebeu dois prémios do AmadoraBD: o de melhor BD estrangeira e o de melhor edição, com a chancela da Ala dos Livros.O júri desta edição integrou Hugo Pinto (em representação do município da Amadora), Paulo Monteiro (autor, editor e presidente do Clube Português de Banda Desenhada) e Rui Cartaxo (investigador e especialista em banda desenhada).De acordo com a organização, Paulo Monteiro absteve-se e “nem sequer assistiu à votação” nas categorias de Fanzine/Publicação Independente e Prémio Revelação, uma vez que a obra Tales From Nevermore é co-assinada pelo filho e alguns fanzines a concurso foram editados pela instituição que dirige em Beja.O 36.º Festival de Banda Desenhada da Amadora começou na quinta-feira e termina no dia 2 de Novembro, com o núcleo central situado novamente no Parque da Liberdade, onde estão montadas a maioria das exposições, onde decorrem sessões de autógrafos e lançamentos editoriais e também onde se encontra a zona comercial.O AmadoraBD também acontece fora do Parque da Liberdade, com duas retrospectivas do trabalho visual de Alice Geirinhas e de Dinis Conefrey na Galeria Municipal Artur Bual e com uma exposição de Filipa Beleza na Bedeteca Municipal.










