TECNOLOGIA

Reabilitação de Edifício do Castelo traz escola da UMinho de volta ao centro de Braga

Um regresso ao passado para ajudar a construir o futuro. É sob este desígnio que a Universidade do Minho está a moldar a nova casa para a Escola de Formação de Executivos da Universidade do Minho (UMinhoExec) que irá passar a ocupar o Edifício do Castelo, no centro histórico de Braga, após uma intervenção de reabilitação avaliada em 9 milhões de euros com conclusão prevista para meados de 2028.O projecto foi financiado em cerca de 5 milhões de euros pelo programa Portugal 2030, através da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N). O restante valor contou com apoio da Câmara de Braga, que aprovou um apoio de um milhão de euros, e das contribuições de duas dezenas de empresas da região que assim se associam de forma directa à escola.Durante a cerimónia de “lançamento da primeira telha” da empreitada, que assinalou o início dos trabalhos, o reitor da UM, Rui Vieira de Castro explicou aos jornalistas que esta intervenção permite solucionar duas vertentes em simultâneo. “Devolve o edifício às actividades ligadas à educação” e garante uma aposta consolidada para “formação de quadros empresariais”.Desde a sua criação, em 2014, a UMinhoExec conta com mais de seis mil diplomados nas áreas de Gestão, Recursos Humanos, Administração Pública, entre outros, ganhando agora um outro impulso. Não só com o novo edifício, como através de uma ligação mais próxima com o mundo empresarial resultante desta parceria com o tecido da região.“Este projecto vem reforçar essa rede de relações, operando num sector específico que é a formação de pessoas, a formação de quadros e a formação de dirigentes”, sublinhou o reitor.O objectivo, de acordo com o presidente da Escola de Economia, Gestão e Ciência Política da UMinho (EEG), Luís Aguiar-Conraria, passa por ter uma “escola de formação executiva de referência a nível nacional” que se possa afirmar “por si mesma” enquanto projecto “autónomo”. Projecto esse cujas necessidades de espaço físico, neste momento, já condicionam o número de cursos a serem leccionados. A nova casa vai assim permitir expandir o raio de acção da sua actividade lectiva.De velho Castelo a Escola ComercialBem no coração da cidade, paredes meias com Praça da República e a Avenida da Liberdade, o Edifício do Castelo deve o nome à antiga cidadela medieval, cuja única marca actualmente existente é a Torre de Menagem. As muralhas, entretanto demolidas, deram lugar ao presente edifício, concluído em 1937, desenhado pelo arquitecto Marques da Silva para albergar uma escola comercial. Desde então serviu ainda de casa para uma escola secundária e, mais tarde, serviços académicos da universidade, da autarquia e da Estradas de Portugal, sendo presentemente propriedade da instituição de ensino superior.André Fontes, da Escola de Arquitectura da UMinho, explica que esta intervenção se trata de uma “nova oportunidade” para o edifício e para a cidade, que “precisa de se reinventar” e “atrair novas actividades”, que “não sejam só sítios para visitar e tirar fotografias”.“Normalmente, edifícios destes em cidades como Braga estão são a ser ocupados por hotéis e é muito importante que este mantenha a sua génese original, enquanto local de ensino”, sublinha.O presidente cessante da Câmara Municipal de Braga, Ricardo Rio, ainda se recorda daquilo a que chama de “ilha da angústia”, termo que associa à desocupação do Edifício do Castelo durante longos anos. Agora, vai poder completar o puzzle de reabilitação do património do centro histórico da cidade, que sido levado a cabo não só pela autarquia como também pelos agentes privados.Com este processo em andamento, fica no ar o futuro da Torre de Menagem, presentemente encerrada ao público através de uma “provocação” pública de Luís Aguiar-Conraria ao presidente eleito da autarquia, João Rodrigues.“Ao começar a habitar este edifício, a vir cá com arquitectos e engenheiros, começo-me a perceber que está ali a parte mais histórica desta zona, fechada”, revela. Porque não conversarmos para que a UMinho Exec a possa explorar com a promessa de que estará sempre aberta e ficará ao serviço da cidade e da Universidade do Minho”.

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