Luiz Caracol lança <i>Bazem de Gaza</i>, em homenagem aos que vão perdendo a vida no conflito
Dois anos após o lançamento do álbum Ao Vivo no Namouche (2023) e quase um ano passado sobre o espectáculo Sou, que se estreou em Novembro de 2024 no Misty Fest (Lisboa e Porto), o cantor e compositor Luiz Caracol volta às canções com um tema que pretende ser “uma espécie de relato musical de uma das maiores tragédias humanitárias deste século”: Bazem de Gaza.
Com letra de Luiz Caracol e música dele e de Rui Pity, é apresentada como “uma canção que traz consigo a intenção de poder lembrar e homenagear os milhares de homens, mulheres e crianças inocentes, que perderam as suas vidas ou as suas famílias nesse conflito, assim como os médicos, os enfermeiros, os jornalistas, e as múltiplas equipas de ajuda humanitária, que lhes tentaram levar esperança e dignidade”. Não é, sublinham os seus autores, “uma canção sobre ideais políticos, étnicos ou religiosos”, mas sim “sobre o silêncio e a falta de humanidade de uma parte da humanidade, e a ausência de respeito de um Estado para com um povo”.
Uma canção onde ouvimos dizer “Parem com a chacina/ Guerra não é doutrina/ Soltem a Palestina” e, mais adiante, isto: “O medo grita, alguém o escuta?/ E a toda a hora, a gente cala/ A fome agita, mas segue a luta/ A malta assiste, só não se rala?/ Atinge o drone, que ninguém pára/ Falha-se a bomba, junta-se a bala / Toda a cegueira, tem sede rara/ E a vingança já nem se fala”.
Com Luiz Caracol (vozes, guitarras e percussões) e Rui Pedro Pity (baixo, piano e programações), participaram na gravação Ivo Costa (bateria) e Eduardo Cardinho (teclas e vibrafone), além de um coro de crianças (Alice Vaz, Pilar Vaz, Assunção Vaz, Vicente Vaz, Emília Caracol e Lucas Caracol). O vídeo, design gráfico e capa do single são de Gustavo Liberdade e Raquel Reis.










