<em>O Fim</em>: um musical de câmara sobre o fim do mundo e a solidão dos poderosos
Perdoem desde já a aparente redundância da frase: um filme é um filme, mas nunca é só um filme. É também todo o conjunto de circunstâncias em que ele é pensado, criado, feito e estreado, e das leituras a que ele se presta. Sobre O Fim, obra ambiciosa, falhada, e contudo fascinante que marca a passagem à ficção narrativa de Joshua Oppenheimer, o autor de O Acto de Matar e O Olhar do Silêncio, há muito que se pode dizer — mas talvez o que seja mais gritante seja o que não se disse ou que não se pensou. Um musical de câmara apocalíptico, quase operático, sobre o fim do mundo; uma alegoria satírica do capitalismo moderno; seis pessoas que sobreviveram num bunker subterrâneo à catástrofe climática, com um elenco de luxo encabeçado pela divina Tilda Swinton (também produtora), um filme capaz de dividir opiniões, de confundir o público, de se tornar num daqueles “filmes-evento” polarizadores.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.










