DESPORTO

Nicolas Sarkozy com protecção policial permanente na prisão “devido ao seu estatuto”

O antigo Presidente francês, Nicolas Sarkozy, que deu entrada na prisão esta terça-feira para cumprir uma pena de prisão de cinco anos por associação criminosa no caso do financiamento líbio da sua campanha presidencial de 2007, goza de protecção policial permanente na prisão “devido ao seu estatuto e às ameaças que se apresentam”, de acordo com o ministro do Interior, Laurent Nuñez.“É um cidadão como os outros, mas há ameaças um bocadinho mais graves que pesam sobre um antigo Presidente da República, como é o caso de Nicolas Sarkozy”, justificou Nuñez, que até há bem pouco tempo era o responsável da polícia de Paris, entrevistado pela rádio Europe 1, esta quarta-feira. As medidas continuarão em vigor “tanto tempo quanto se considere útil”.O dispositivo de segurança reforçado do antigo chefe de Estado é composto por dois agentes da polícia, que o acompanham em permanência. Cumprem turnos de 12 horas, um nocturno e outro diurno, e ficam instalados em celas contíguas à de Sarkozy. Durante a noite – que os dois agentes passam em branco – as portas ficam abertas. Durante o dia, ocupam apenas uma cela. São voluntários, e muitos deles protegem o antigo Presidente há vários anos, alguns desde a sua chegada ao Ministério do Interior, em 2002, detalha a RTL.O mesmo meio escreve que estão armados, o que não é comum nas prisões, excepto em torres de vigia e situações de crise. Não usam telemóveis, mas usam os telefones fixos instalados na prisão de La Santé, na capital francesa, recentemente renovada.Estes polícias acompanham os agentes penitenciários sempre que o antigo Presidente sai da cela – para passear, ir ao ginásio, à biblioteca ou ao médico, coisas que já faria sozinho de qualquer forma, uma vez que, em teoria, nunca se devia cruzar com nenhum outro detido. Sarkozy, o único antigo Presidente francês a ser detido desde a II Guerra Mundial, está numa unidade de isolamento, com uma cela só para si. Estes presos ficam separados dos restantes durante todas as actividades.


Esse regime permite assegurar “a segurança de Sarkozy e a ordem dentro da prisão”, explicou, na terça-feira, o director da administração prisional, Sébastien Cauwel.A decisão de reforçar a protecção policial de Sarkozy está a causar tensão junto dos funcionários e guardas prisionais de La Santé, com a questão do porte de armas a ser particularmente mal recebida.Hugo Vitry, guarda prisional e líder sindical da Force Ouvrière, disse à BFMTV que os funcionários não foram informados das necessidades de segurança adicional de Sarkozy: “Contactámos a administração da prisão e o Ministério da Justiça a pedir explicações”. Já Nicolas Peyrin, da CGT, defende que os trabalhadores de La Santé são mais do que capazes de assegurar a segurança do antigo chefe de Estado e que a presença de reforços “não traz nenhum valor acrescentado”.Oficialmente, a equipa de Sarkozy não tece comentários. “A avaliação da ameaça é da competência exclusiva do Ministério do Interior”, disse uma fonte citada pelo Le Monde.Os advogados de Sarkozy estão, por outro lado, a trabalhar na sua libertação antecipada, enquanto esperam pelo julgamento do recurso, que acreditam que pode acontecer ainda antes do Natal. O pedido poderá ser analisado no próximo mês, estimam.Desde que conheceu a sua condenação, no fim de Setembro, ao momento em que entrou na prisão, esta terça-feira, Sarkozy defendeu sempre a sua inocência e argumenta que o caso tem motivações políticas.

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