Egipto indicado como potencial líder de força de estabilização em Gaza
O Egipto poderá ser o país que irá liderar uma força internacional a ser preparada para a Faixa de Gaza, disseram diplomatas ao diário britânico The Guardian.Essa força está prevista no plano do Presidente dos EUA, Donald Trump, e quando fosse deslocada para o terreno levaria a uma retirada israelita para uma posição intermédia antes de uma retirada final em que ocuparia uma zona tampão (neste momento, as forças militares de Israel ainda estão em 53% da Faixa de Gaza).A Turquia, Indonésia e Azerbaijão estão a ser vistos como os que enviarão potencialmente maiores contingentes, indicava o Guardian. O primeiro a anunciar disponibilidade para um envio de tropas para Gaza foi a Indonésia, e na Assembleia Geral da ONU em que vários países reconheceram oficialmente o Estado da Palestina concretizou que poderiam chegar a 20 mil militares.O Egipto, comentou recentemente o analista da Chatham House David Butter, quererá assegurar-se de que não fica sozinho a tomar conta da segurança da Faixa de Gaza, já que é visto como um dos países que mais teme uma potencial desestabilização.Ainda não é claro se a força poderá ser uma operação da ONU, acrescenta o Guardian, dizendo que não é previsível que nesta força estejam forças europeias ou britânicas. Na altura do anúncio do cessar-fogo, tanto Itália como França disseram-se dispostas a contribuir.Até agora, militares britânicos estão a participar numa pequena força liderada pelos EUA em Israel. Estão a treinar pessoas para integrarem uma força policial palestiniana.O Guardian diz que os diplomatas britânicos sublinham que o país operará no pressuposto de que o processo leve ao estabelecimento de um Estado palestiniano na Faixa de Gaza, Cisjordânia, e Jerusalém Oriental.Vários analistas têm dito que será possível que o Hamas aceite dar armas como rockets ou projécteis que usaria para atacar Israel, mas não as armas pessoais dos seus elementos (nem tocar na sua rede de túneis).O Reino Unido tem dito que poderá ajudar na entrega de armas pelo Hamas, lembrando a sua experiência com o desarmamento do IRA na Irlanda do Norte.O Guardian acrescenta que é provável que o movimento só considere entregar os rockets e esse tipo de armas a um organismo palestiniano “para se assegurar que minimiza as conotações de rendição”, embora possa haver verificação de terceiros.A administração de Gaza deverá, segundo o plano, ser levada a cabo por uma administração palestiniana tecnocrata e os EUA estão, diz o Times of Israel, a identificar e recrutar palestinianos que possam fazer parte dessa estrutura de poder transitória – que será sujeita à supervisão de uma comissão liderada por Donald Trump e com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair num papel de relevo.O esforço para encontrar estas pessoas está a ser feito não só em Gaza, mas também na Cisjordânia, entre pessoas que não se identificam com o modo como a Fatah exerce o poder, e na diáspora, acrescentou uma fonte americana ao diário.O papel de Blair, diz pelo seu lado o Guardian, deverá ser clarificado em Novembro, quando se realizará uma grande conferência de dadores no Egipto.










