Cena de ‘Godzilla Minus Zero’. (Reprodução/Reprodução)
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Depois de conquistar o Oscar de Melhores Efeitos Visuais com Godzilla Minus One (2023), a franquia japonesa do famoso monstro retorna aos cinemas com Godzilla Minus Zero, que estreou na última quinta-feira, 5, em salas de todo o Brasil. A sequência já desperta expectativas para a próxima edição da premiação, em 2027, e aparece entre as apostas para repetir o feito do antecessor, que se tornou o primeiro filme em língua não inglesa a vencer nessa categoria. Novamente dirigido por Takashi Yamazaki, o longa investe em criaturas ainda mais imponentes, cenas de destruição grandiosas e uma história que volta a explorar as marcas deixadas pela guerra.
Ambientado em 1949, dois anos após os acontecimentos do primeiro filme, a trama apresenta uma nova ameaça: Ghidorah, criatura capaz de manipular a gravidade e provocar destruição por onde passa. Diante do perigo, o doutor Noda (Hidetaka Yoshioka) lidera uma força-tarefa para encontrar uma maneira de conter o monstro. Enquanto isso, Shikishima (Ryunosuke Kamiki) e Noriko (Minami Hamabe), protagonistas do longa anterior, tentam reconstruir a vida familiar ao lado da pequena Akiko. A sequência também apresenta o biólogo Kanji Murakami (Min Tanaka), sobrevivente do bombardeio de Hiroshima que carrega as marcas do conflito e um desejo de vingança.
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Os efeitos visuais impressionam pela riqueza de detalhes de Godzilla e Ghidorah e pela dimensão das cenas de destruição, que materializam a força das criaturas. O filme também mostra o impacto e as consequências dos ataques para a população, sem transformar a devastação em mero espetáculo. Ainda assim, o grande mérito de Godzilla Minus Zero está na história humana que sustenta toda essa grandiosidade e se desenvolve em meio ao caos.
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Os conflitos dos personagens, as perdas que ainda não foram superadas e a dificuldade de reconstruir a vida depois da guerra dão ao longa uma densidade dramática rara em produções do gênero. A crítica à violência e à capacidade humana de provocar uma destruição cujas consequências atravessam gerações faz com que o impacto do filme vá muito além das cenas de ação. O que mais marca o espectador não são apenas os confrontos grandiosos entre os monstros, mas a maneira como a história retrata aqueles que precisam seguir vivendo e lidar com as marcas deixadas pela guerra.
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